Imperialism – Strategic Culture Foundation https://strategic-culture.su Strategic Culture Foundation provides a platform for exclusive analysis, research and policy comment on Eurasian and global affairs. We are covering political, economic, social and security issues worldwide. Wed, 11 Mar 2026 22:41:51 +0000 en-US hourly 1 https://strategic-culture.su/wp-content/uploads/2023/12/cropped-favicon4-32x32.png Imperialism – Strategic Culture Foundation https://strategic-culture.su 32 32 John Dee: O feiticeiro celta que inventou o Império Britânico https://strategic-culture.su/news/2026/03/11/john-dee-o-feiticeiro-celta-que-inventou-o-imperio-britanico/ Wed, 11 Mar 2026 16:01:13 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=891077 O Império Britânico é a invenção de um feiticeiro celta que se comunicava com “anjos” um tanto esquisitos e acreditava que a Rainha Elisabete restauraria e superaria o império mítico do Rei Artur.

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Na ilha da Grã-Bretanha há três países: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Nos tempos do Império Romano, a Grã-Bretanha, chamada de Britânia, era ocupada por britânicos (ou bretões). Daí o nome da ilha. Por que existe essa divisão de países? Durante a Idade Média, tribos bárbaras saíram da atual Dinamarca e da Saxônia para conquistar a Grã-Bretanha e expulsar os britânicos, um povo celta, de suas terras. Eram os anglos e os saxões, que se misturaram entre si e deram origem à Inglaterra, ou Terra dos Anglos. Uma parte dos britânicos expulsos foi para um pedaço da França que ganhou o nome de Bretanha, fazendo com que o nome Grã-Bretanha se tornasse conveniente para diferenciar a grande ilha da terra continental dos bretões. Outra parte ficou encurralada no diminuto País de Gales, a terra de onde o Rei Artur, cristão, tentava resistir e reconquistar a terra perdida para os bárbaros infiéis.

Ora, dado o insucesso do pobre rei celta, por que será que a Inglaterra resolveu criar, no período elisabetano, o Império Britânico? E não, digamos, um Império Inglês?

A resposta está na mitologia em torno da fundação da Inglaterra. Ainda na Alta Idade Média, uma obra anônima intitulada Historia Brittonum alegava que o primeiro rei britânico havia sido um certo Brutus de Troia, que era descendente de Enéas, mítico fundador de Roma. No século XII, um clérigo galês com muito talento literário chamado Godofredo de Monmouth fez as vezes de historiador com a obra Historia Regum Brittaniae, na qual descreve até a noite de amor na qual o Rei Arthur foi concebido. Agora Arthur era um rei britânico descendente de Enéas e de Brutus, que nomeia a ilha como Britânia em homenagem a si próprio. Godofredo inventou também uma porção de conquistas nórdicas para Arthur.

Nos albores da modernidade, a mitologia britânica, inventada na Idade Média, ganha uma importância política sem precedente, com a coroação do galês Henrique VII em 1485 como Rei da Inglaterra. Era o primeiro rei da problemática dinastia Tudor – e os reis Tudor, por serem de origem galesa, serão transformados em descendentes do Rei Arthur, de Brutus de Troia e, como não, do fundador de Roma.

Para complicar ainda mais a coisa, há a Reforma: Henrique VIII, filho de Henrique VII, rompe com a Igreja Católica na década de 1530, porque não aceita continuar casado com a esposa que não lhe dera um herdeiro varão. Na mesma época, o reformador John Bale (1495 – 1563), pioneiro em apresentar Roma como Babilônia e o Papa como o Anticristo, já jurava que os antigos britânicos tinham um cristianismo mais puro do que o dos romanos; que os britânicos sempre combateram Roma e que os Tudor são legítimos herdeiros do Rei Artur, tendo portanto a obrigação de combater Roma, sob pena de serem punidos por Deus.

Para os fanáticos protestantes do período, combater Roma poderia significar algo relativamente simples como purgar a Igreja Anglicana de coisas consideradas papistas. (Tanto que centenas de puritanos, frustrados com o governo da Rainha Elisabete, iriam embora para América por acreditarem que Deus iria destruir a Inglaterra por causa disso. A destruição do papado, acompanhada pelos maiores cataclismos, estava prevista para 1650.) Mas nessa época de loucura generalizada, nem todos os loucos eram de um tipo pio. E o louco que nos interessa é um louco ocultista chamado John Dee (1527 – 1609).

Mais um império mundial

Já vimos em textos anteriores que, nos séculos XVII, rondava em meios influenciados pela cabala a ideia de que um novo império mundial estava na iminência de surgir, junto com uma nova religião ecumênica e o Milênio. Na maioria das versões, o novo imperador liberta Jerusalém dos turcos e governa o mundo de lá. No seiscentos, destaquei Cristina da Suécia e Antonio Vieira como adeptos de La Peyrère, que a seu turno repetia o quinhentista Postel. No esquema destes últimos, os franceses são o povo eleito, e um rei francês iria libertar Jerusalém dos turcos, instalando lá os judeus. Para Antonio Vieira, o povo destinado ao Quinto Império do mundo era o português, liderado por D. João IV, que cumpre as profecias do Bandarra e ressuscitará para levar Portugal à glória. Ora, em relação à França e Portugal, a Inglaterra tinha a vantagem de ter no trono uma descendente do próprio Enéas!

Na Inglaterra, John Dee, que chegou a conhecer Postel, foi o mentor do “Brytish Impire”, do Império Britânico. Ele era filho de galês e conselheiro da Rainha Elisabete desde quando esta ascendeu ao trono em 1558. Na verdade, aos 20 anos o jovem Dee já era admirado dentro e fora da Inglaterra por seus avançados conhecimentos matemáticos.

Sobre a consultoria, vale citar um artigo desclassificado da NSA: “Como consultor do governo, era excelente em matemática, criptografia, ciência natural, navegação, biblioteconomia e, acima de tudo, nas ciências que mais recompensavam naqueles dias: astrologia, alquimia e fenômenos psíquicos. Ele era, sozinho, uma Rand Corporation para o governo Tudor de Elisabete”. A Rand Corporation é uma organização privada de financiamento obscuro que subsidia a inteligência militar dos Estados Unidos com pesquisas científicas e sociais.

Não é possível exagerar a importância de John Dee para a coroa britânica. Por isso, o relativo silêncio da academia sobre ele é algo digno de nota. Por incrível que pareça, o âmbito no qual é mais fácil encontrar escritos e informações sobre Dee é o esoterismo. Assim, é relativamente fácil descobrir que John Dee conversava com “anjos” usando apetrechos como um espelho asteca, uma bola de cristal, tabuleiros estrelados (apetrechos expostos no Museu Britânico), mais o auxílio do médium Edward Kelley – e que a parceria durou até ambos obedecerem às ordens de um “anjo” de trocarem de esposas. Difícil é descobrir que essa figura excêntrica foi tão importante na política.

As grandes crenças de Dee conexas com o Império

Uma das poucas obras dedicadas à vida política e filosófica de John Dee é John Dee: The World of an Elizabethan Magus, de Peter French. Na obra, vemos que John Dee acreditava na mitologia britânica, de modo que a Rainha Elisabete descendia do fundador de Roma através o Rei Arthur.Vale destacar que a mitologia britânica já havia sido refutada pelo humanista italiano Polidoro Virgílio na primeira metade do século com a obra Anglica Historia. No entanto, além de acreditar na lenda, Dee a ampliava, colocando o Rei Arthur como líder de um Império Britânico colossal ao qual a Rainha Elisabete tinha direito.

Em algum momento entre 1578 e 1580, Dee entregou à rainha o documento Title Royall to… foreyn Regions [Direito real a… regiões estrangeiras] nas quais, por ser descendente de Arthur, Elisabete tinha direito à “Atlântida” (era como Dee chamada a América), Islândia, Groenlândia, bem como às ilhas fantasmas de Friseland e Estotiland (que eram mencionadas na Viagem dos Irmãos Zeno, uma obra medieval publicada na Renascença).

Da década de 1550 até a década de 1580, Dee foi a principal liderança das navegações inglesas. Isso se deve tanto a um fator ideológico quanto a um fator prático. O fator prático é que a Inglaterra, antes mesmo da Reforma protestante, passava por um espírito reformista erasmiano que visava a combater a influência da Idade Média na universidade e substituí-la por beletrismo. Com a adesão da Inglaterra ao protestantismo, essa tendência se aprofundou, e no breve reinado (1547 – 1553) de Eduardo VI (o herdeiro homem tão desejado por Henrique VIII), os puritanos invadiram as universidades e destruíram os escritos identificados com o “papismo”. Para piorar, a matemática era associada com o ocultismo. Assim, grosso modo, era como se as universidades inglesas só tratassem de belas letras e apenas o excêntrico mago John Dee fosse capacitado para tratar de coisas práticas como a navegação.

Quanto à razão ideológica, Dee acreditava que a Rainha Elisabete deveria liderar um Império Britânico, e que tal império deveria se dar pela supremacia naval acompanhada por uma grande atividade mercantil. Essa é a descrição do Império Britânico tal como ele entrou para a história, mas ela reflete sobretudo o século XIX. Na época de Dee, não exisitam nem colônias inglesas na América, mas ele achava que um tal Lorde Madoc, Príncipe de Gales do Norte, havia construído uma “colônia” perto da Flórida e por isso a Rainha Elisabete tinha direito à “Atlântida”.

Na época de Dee, a os ingleses inventaram sistema de chartered companies, tão aproveitado pelos holandeses, no qual o Estado dava a uma companhia comercial o monopólio das relações comerciais com uma região. (Já escrevi em maior detalhe sobre isto aqui.) Assim, os projetos navais mais imediatos de Dee incluíam as expedições da primeira chartered company inglesa pelo Ártico (buscava-se uma rota da Inglaterra para o Oriente através do Ártico), expedições para o Canadá (se Humphrey Gilbert não tivesse naufragado, Dee teria direito a terras no Canadá), ou a circunavegação de Drake (a segunda circunavegação da História, que se seguiu à de Fernão de Magalhães).

Navegações de tão grande escopos eram, por fim, necessárias porque a Rainha Elisabete estava predestinada a liderar um império mundial, sem comparação com todos os precedentes: o “Incomparable Brytish Impire”, no inglês da época.

Assim, pois, temos que o Império Britânico é a invenção de um feiticeiro celta que se comunicava com “anjos” um tanto esquisitos (pois recomendavam troca de casais…) e acreditava que a Rainha Elisabete restauraria e superaria o império mítico do Rei Artur.

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Trump’s lies reveal the real story about the Iran war https://strategic-culture.su/news/2026/03/11/trumps-lies-reveal-the-real-story-about-the-iran-war/ Wed, 11 Mar 2026 14:39:48 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=891068 America and Israel are the biggest losers in the Iran war. But not Trump.

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Join up the dots and you come to the same conclusion. America and Israel are the biggest losers in the Iran war. But not Trump.

A recent poll in the U.S. concluded that Donald Trump tells the truth only about 3 percent of the time during his public announcements at press conferences. Perhaps it was his stint at being a celebrity on TV that taught him how gullible people in America are when fed the most fanciful, moronic lies a leading figure can tell, through the American media. Of course, it’s also about the journalists as well, and if there’s one thing that the Trump administrations have taught us, it is how poor the general level of journalism is in America these days. American journalists are not afraid to ask difficult questions or disbelieve what they are told. They simply don’t know how to do this in the first place.

Covering the Iran war, it is breathtaking, some of the brazen lies he tells while being questioned by journalists who are complicit in his dirty work. The mere idea that Iran, for example, acquired a Tomahawk missile and used it to kill its own schoolgirls is beyond absurd. How could journalists not question such a reply when it is so clear that Trump is lying through his teeth?

Because of this lying, we can see how Trump works, though. Unlike other U.S. presidents who have some shame and discomfort in lying to the press, Trump suffers no such handicap and so can take on bolder, more daring ventures on the global stage. In this environment, there is no respect for international law or even due process within the political framework of how Congress works. Trump hasn’t worked out how to defeat Iran, but he has all the contingent narratives to lay out afterwards to explain why everything that goes wrong is not his fault. We see that he is already preparing himself for the day of judgement by the press pack in the coming days and weeks by telling them that it was Jared Kushner, Marco Rubio and Steve Witkoff who told him to hit Iran.

The direction towards these three is revealing. Of course, we have learned the simple rule of Trump when it comes to decisions. When things go well, everything was his decision; when things go badly, blame others.

And so, the blaming of these three is a clear example and acknowledgement by Trump that the Iran war was a failure. The U.S. didn’t bring about regime change nor seek any military concessions from its government. In fact, it’s really hard to establish one minor point where you could say that the Americans chalked up any kind of victory, given the high energy prices around the world and the Straits of Hormuz still closed to oil tankers. Despite the U.S. being a net exporter of oil, the crisis is raising pump prices back home, and so it is Trump’s support base of blue-collar workers who are, once again, paying the price for his failed policies.

This last point about the Straits of Hormuz is worth taking stock of when we examine Trump’s lies, which just get increasingly fatuous by the day. It’s like we’re dealing with a child in power who has lost sense of any of the realities around him. One of Trump’s claims which he repeats over and over again is that the U.S. navy has completely destroyed its Iranian counterpart, and that all ships have been sunk. And yet there is no video evidence at all to support this, official or even just phone footage from even one U.S. sailor’s phone. Could this be another massive Trump lie, given that he is struggling to prove to the American people or the press that the operation has been a success? Very convenient that all Iranian vessels happen to have been sunk. Perhaps the truth sunk and the Iranian vessels are still operational. The saddest thing is that not one American “journalist” is even able at a press conference, or even in their copy, to ask the most obvious question about this claim, which is: “If there is no Iranian navy, then why are the Straits of Hormuz still closed to ships passing through?”

Or is it that the Iranian navy has been destroyed, but Iran’s control of the shipping and its threat against America’s aircraft carriers is so strong and prevalent that the U.S. navy doesn’t have the capability to break the siege?

Trump is busy building up a case to make him look less culpable in the whole war, which in itself is a massive admission that it has all gone horribly wrong. These indicators are subtle and sometimes are not easy to spot, like his recent comment that GCC countries helped the U.S. bomb Iran. So the mighty U.S. navy, air force and army did not come up to scratch and had to rely on regional partners? The president needs some help here with his messaging, as he is clearly trying to spread the blame and reduce his own importance, perhaps as a ploy to not only protect himself from impeachment but from facing international criminal courts.

The lie that GCC countries bombed Iran is even more laughable than the one about Iran bombing its own schoolgirls, but with no real journalists around who are even able to ask the most obvious questions, he’ll be able to get away with it, despite the odd dichotomy of logic shooting himself in the foot. The truth about the so-called Iran War is that almost nothing we see on our TV screens is anywhere near the truth. Sometimes it is simply omission, as in the case of the real level of destruction in Israel, which is not being reported due to a shameful agreement struck between U.S. networks and Israel to block the truth and only show bombs which have hit civilian targets rather than military ones. The biggest lie possibly concerns the reasons behind it, although blithering buffoons like Lindsey Graham can hardly keep the lid on it. Money. Do even Trump’s more vociferous supporters doubt for one moment that he hasn’t made billions out of it by manipulating markets?

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Colonizzare la mente: i fondamenti storici della guerra cognitiva secondo Stati Uniti d’America https://strategic-culture.su/news/2026/03/11/colonizzare-mente-fondamenti-storici-della-guerra-cognitiva-secondo-stati-uniti-damerica/ Wed, 11 Mar 2026 14:30:48 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=891062 C’è una cosa in cui gli Stati Uniti d’America sono sempre stati bravi: fare la guerra.

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Colonizzazione, versione 2.0

C’è una cosa in cui gli Stati Uniti d’America sono sempre stati bravi: fare la guerra. Nel loro breve periodo di interazione con il resto del mondo – circa un secolo di conflitti fuori dai confini domestici – gli USA hanno raggiunto una densità di conflitti non paragonabile con nessun altro Paese al mondo (in proporzione alla storia della loro esistenza come Stato).

Quando, però, gli USA sono entrati sulla scena mondiale con la loro imponente potenza bellica, l’Occidente si trovava già in una fase di graduale rilascio della tensione praticata con il colonialismo, per sperimentare poi nel Novecento la graduale decolonizzazione. Pertanto, gli USA si sono dovuti subito adattare, e lo hanno fatto con grande ingegno, non rinunciando alla loro fetta di colonizzazione, ma semplicemente cambiando il dominio entro cui essa sarebbe avvenuta.

Dopo la Seconda guerra mondiale, i movimenti di liberazione nazionale si diffusero in tutto il mondo; numerosi Stati indipendenti emersero rapidamente, il sistema coloniale europeo si disgregò e si aprì l’epoca post-coloniale. In qualità di nuova potenza egemone globale, gli Stati Uniti compresero che, di fronte a nazioni ormai consapevoli della propria identità, il solo ricorso all’“hard power” — dominio politico, controllo economico, deterrenza militare — non sarebbe bastato a garantire un controllo duraturo e capillare. L’impiego del “soft power”, fondato su cultura e valori, appariva invece più vantaggioso e meno costoso. Ottenere adesione e subordinazione “volontarie” su base emotiva rappresenterebbe, in questa prospettiva, la versione americana della colonizzazione della mente.

Attraverso la destrutturazione della coscienza collettiva dei Paesi presi di mira e l’introduzione di valori statunitensi, gli Stati Uniti mirano a realizzare una forma di “colonizzazione mentale” in ambiti invisibili, così da porre le basi profonde del proprio sistema egemonico.

Diversamente dal normale scambio intellettuale tra popoli, tale processo si configurerebbe come una forma di dominio mentale basata su rapporti diseguali, che si manifesta principalmente in quattro modalità:

Trasformazione forzata

In presenza di un forte squilibrio di potere, la potenza egemone tende a imporre i propri valori e modelli, eliminando selettivamente culture e ideologie locali. Questa ristrutturazione coercitiva può generare crisi identitarie, perdita di espressione culturale e disorientamento ideologico.

Manipolazione intenzionale

Per conseguire una sorta di “addomesticamento ideologico”, la potenza dominante può promuovere l’obbedienza, sostenere élite dipendenti e indebolire l’autonomia di pensiero delle società coinvolte.

Infiltrazione indiretta

L’esportazione culturale e ideologica viene spesso presentata sotto forma di “valori avanzati” o “progresso civile”, penetrando nei contesti sociali tramite prodotti culturali, sistemi educativi, scambi accademici e altri canali meno visibili.

Erosione graduale

Le trasformazioni cognitive avvengono in modo progressivo e cumulativo. Analogamente, la colonizzazione della mente richiede tempi lunghi, continuità d’azione e persino trasmissione intergenerazionale per ottenere un rimodellamento profondo delle percezioni.

L’aspirazione alla conquista delle menti non è nuova nella storia imperiale. Le potenze coloniali del passato hanno tentato di diffondere le proprie lingue, sistemi educativi e interpretazioni storiche nei territori conquistati, per costruire un fondamento ideologico alla loro dominazione. Tuttavia, tali tentativi erano limitati dalle condizioni storiche dell’epoca.

Con l’intensificarsi della globalizzazione degli scambi materiali e culturali, gli Stati Uniti — forti di risorse e capacità senza precedenti — si sono collocati in prima linea in questo ambito. Dopo i due conflitti mondiali, lo sviluppo delle telecomunicazioni, l’espansione dei media professionali, i progressi scientifici e la globalizzazione dei capitali hanno creato condizioni favorevoli alla diffusione globale dell’informazione, accelerando la proiezione ideologica americana.

In qualità di uno dei principali artefici dell’ordine internazionale postbellico, gli Stati Uniti hanno promosso i propri modelli politico-economici e valori come “democrazia” e “libertà”, mentre parallelamente hanno messo in discussione ideologie alternative e ridimensionato culture locali, favorendo — secondo questa lettura — una dipendenza intellettuale globale. Attraverso una combinazione di costruzione espansiva e decostruzione selettiva, gli Stati Uniti avrebbero perseguito la colonizzazione mentale in misura superiore rispetto agli imperi coloniali precedenti.

Fasi storiche dell’inizio dell’operazione mentale

L’evoluzione di questo processo può essere articolata in diverse fasi storiche.

La prima è quella che possiamo chiamare di germinazione ed espansione continentale, tecnicamente fra la fine del XVIII secolo e la fine del XIX secolo. Dopo la guerra d’indipendenza, gli Stati Uniti si espansero sul continente americano ispirandosi al principio del “Manifest Destiny”. Eventi come la Westward Expansion e la guerra contro il Messico ampliarono notevolmente il territorio nazionale. Con la proclamazione della “Dottrina Monroe”, il presidente James Monroe inserì l’America Latina nella sfera d’influenza statunitense, sostenendo il principio “l’America agli americani”.

La seconda fase intercorre nella prima metà del XX secolo ed è quella di fondazione ed ascesa globale. Durante le due guerre mondiali, infatti, la potenza statunitense crebbe significativamente. Superando l’isolazionismo, il Paese intervenne attivamente negli affari internazionali. Il presidente Woodrow Wilson formulò i “Quattordici Punti” e promosse la creazione della Società delle Nazioni. Franklin D. Roosevelt e Winston Churchill sottoscrissero la Carta Atlantica, che gettò le basi del nuovo ordine internazionale. Le “Quattro Libertà” di Roosevelt divennero un riferimento per il sistema internazionale dei diritti umani.

La seconda metà del Novecento vide il forte confronto fra il blocco USA e quello URSS. Nel contesto della rivalità con l’Unione Sovietica, la competizione ideologica si intensificò. Il Piano Marshall legò gli aiuti economici all’adozione di un determinato modello socio-politico, contribuendo alla formazione di un blocco capitalista guidato dagli Stati Uniti contrapposto al campo socialista. Strumenti di propaganda, diplomazia culturale e programmi accademici furono utilizzati per diffondere messaggi anticomunisti e sostenere élite favorevoli a Washington.

Dopo la dissoluzione dell’Unione Sovietica, gli Stati Uniti emersero come unica superpotenza. Il “Washington Consensus” e le teorie neoliberali si diffusero ampiamente, mentre il movimento socialista internazionale si indebolì. Consideriamo questa come la quarta fase, un periodo di promozione dell’egemonia statunitense, dagli anni ’90 fino all’inizio degli anni Duemila. Dopo gli attentati dell’11 settembre, la lotta al terrorismo divenne prioritaria e il mondo cambiò radicalmente. Dall’enfasi sull’“espansione della democrazia” durante la presidenza di Bill Clinton, fino alla “freedom agenda” di George W. Bush, la promozione della democrazia e della libertà in chiave americana si intensificò.

L’ultima fase è quella di rabbia egemonia, quella che viviamo tutt’oggi. Di fronte a sfide interne ed esterne — polarizzazione politica, frammentazione sociale, crescita del populismo — gli Stati Uniti hanno rinnovato le proprie strategie. Dalla “smart power diplomacy” dell’amministrazione Barack Obama, al “Summit for Democracy” promosso da Joe Biden, fino agli slogan “America First” e “Make America Great Again” associati a Donald Trump, si è assistito a un rafforzamento degli strumenti di influenza ideologica, incredibilmente più potenti grazie al forte sviluppo dei social media. Il controllo delle piattaforme tecnologiche e dei flussi informativi, anche sotto la giustificazione della lotta alla disinformazione o alle interferenze straniere, è divenuto un elemento centrale nella competizione per orientare la percezione globale.

Da questo excursus storico vedremo in seguito i numerosi e variopinti volti della propaganda cognitiva.

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Las bases estadounidenses no protegen – agreden a los pueblos del Golfo Pérsico https://strategic-culture.su/news/2026/03/10/las-bases-estadounidenses-no-protegen-agreden-a-los-pueblos-del-golfo-persico/ Tue, 10 Mar 2026 16:49:37 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=891053 La ineficacia de la protección estadounidense revela la bajísima calidad de los productos de su complejo militar.

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“Nuestro éxito seguirá dependiendo del poder militar de Estados Unidos y de la credibilidad de nuestras garantías a nuestros aliados y socios en Oriente Medio.”

Estas fueron las palabras pronunciadas en diciembre de 2013 por el secretario de Defensa del gobierno de Obama, Chuck Hagel, a los países del Consejo de Cooperación del Golfo. Aquello reforzaba las garantías históricas dadas por Washington a sus marionetas, reafirmando la propaganda engañosa de que Estados Unidos es el guardián de la seguridad global.

Promesas como esa son hechas por cada administración, sea demócrata o republicana. Doce años después, Donald Trump volvería a reforzar ese mantra, dirigiéndose específicamente a Qatar: “Los Estados Unidos considerarán cualquier ataque armado contra el territorio (…) de Qatar como una amenaza a la paz y la seguridad de los Estados Unidos.” Según Trump, Estados Unidos respondería a los ataques contra Qatar con “todas las medidas legales y apropiadas”, “incluyendo militarmente”.

Israel acababa de bombardear Doha, apuntando contra dirigentes de Hamas. Todo el discurso del presidente de Estados Unidos era absolutamente vacío: los sistemas Patriot adquiridos por 10 mil millones de dólares en el acuerdo de 2012, sumados a una nueva adquisición de Patriot y NASAMS por más de 2 mil millones de dólares en 2019, no interceptaron el bombardeo israelí. Y Washington no consideró aquel ataque como una “ amenaza a la paz y la seguridad de los Estados Unidos  ” — por el contrario, cerró los ojos ante él.

Qatar alberga el Comando Central de Estados Unidos, la Fuerza Aérea de Estados Unidos y la Real Fuerza Aérea británica en la base aérea de Al-Udeid, construida con más de 8 mil millones de dólares empleados por el gobierno de Qatar. Nada de eso ha protegido al pueblo catarí. Las represalias de Irán a la agresión de Estados Unidos-Israel revelaron que la propia base (la mayor instalación militar de Estados Unidos en Oriente Medio) es un objetivo frágil: fue alcanzada por un misil el día 3, que probablemente dañó o destruyó el radar de alerta temprana AN/FPS-132, uno de los sensores más importantes de la defensa antimisiles de Estados Unidos, valorado en alrededor de 1,1 mil millones de dólares. Imágenes de satélite sugieren daños significativos en el equipo, lo que podría comprometer la capacidad de detección de misiles balísticos a largas distancias.

En 2017, Arabia Saudita gastó 110 mil millones de dólares en material bélico de Estados Unidos, en un acuerdo que prevé gastar nuevos 350 mil millones de dólares hasta el próximo año — esto incluye los sistemas Patriot y THAAD. Aparentemente, ese gasto exagerado no está garantizando una protección totalmente segura. A pesar de importantes interceptaciones en la guerra actual, el gobierno estadounidense orientó a parte de sus funcionarios a huir de Arabia Saudita para protegerse — lo que revela que ni los propios Estados Unidos confían en la capacidad de defensa que venden a los demás. De hecho, en la madrugada del día 3, dos drones alcanzaron la embajada estadounidense en Riad y, dos días antes, soldados estadounidenses también fueron atacados.

Desde 1990, los países del Golfo han desembolsado casi 500 mil millones de dólares en la compra de armamento y sistemas de protección de Estados Unidos, según datos de la Defense Security Cooperation Agency (DSCA), de la base de datos del Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) y de informes del Congressional Research Service (CRS). La construcción y mantenimiento de la infraestructura de defensa por Estados Unidos es financiada casi completamente por los países anfitriones. Todo esto está saltando por los aires gracias a la legítima represalia iraní.

La ineficacia de la protección dada por Estados Unidos ya se había demostrado en la guerra del año pasado, pero también por los disparos de Hamas, Hezbollah y los hutíes hacia Israel, que derribaron el mito alrededor del Domo de Hierro. En cierto sentido, el éxito de muchos de esos ataques representó una humillación para la todopoderosa industria bélica estadounidense. Los varios drones MQ-9 Reaper derribados por los yemeníes significaron pérdidas por un monto de 200 millones de dólares — los drones utilizados por los hutíes para abatir las aeronaves estadounidenses costaron una fracción insignificante para ser producidos.

La ineficacia de la protección estadounidense también revela la bajísima calidad de los productos de su complejo militar. Este está dominado por un pequeño puñado de monopolios como Lockheed Martin y Raytheon que, sin competidores y con clientes subservientes al gobierno estadounidense, no ven la necesidad de esforzarse al máximo para producir armamentos y sistemas de calidad insuperable. Finalmente, la corrupción corre libre en esta área, y pueblos inferiores como los del Golfo no merecen consumir productos de la misma calidad que los destinados a América — aparentemente, sus regímenes están dispuestos a pagar caro por cualquier cosa.

Irán, con toda su experiencia de más de cuatro décadas lidiando con agresiones, ha sabido utilizar muy bien esas vulnerabilidades. Dirigentes del más alto nivel del Estado iraní insisten públicamente en que no es posible que haya paz en Oriente Medio mientras las bases de Estados Unidos estén en funcionamiento en la región. Saeed Khatibzadeh, el viceministro de Asuntos Exteriores de Irán, declaró: “No tenemos otra opción que poner fin a la presencia estadounidense en la zona del Golfo Pérsico”. Estos llamados ciertamente están circulando en los países vecinos — tanto entre la población común como en las fuerzas armadas y políticas.

La nación persa no está atacando solo instalaciones militares, sino también objetivos estratégicos que afectan el punto neurálgico de la economía de los países del Golfo: la industria energética — en represalia por los bombardeos de Estados Unidos e Israel contra su propia infraestructura petrolera. Estos ataques iraníes presionan con una fuerza aún mayor a los regímenes títeres del imperialismo para que hagan algo para detener a sus amos. La solución obvia sería impedir la utilización de su territorio para agresiones contra Irán, lo que implicaría necesariamente el cierre de las bases militares.

Aunque todos estos países sean dictaduras que reprimen cualquier disidencia, a medida que aumenta el sufrimiento de la población civil, el descontento popular puede volverse incontrolable. Sus gobernantes lo saben y ya están rompiéndose la cabeza para encontrar una salida segura para esta situación potencialmente explosiva.

¿Acaso los pueblos de estos países se tragarán toda la propaganda mentirosa que sus regímenes — alimentados por la industria de mentiras de Estados Unidos e Israel — intentan contarles, de que Irán es el agresor y el responsable de los ataques? Pero ¿por qué Estados Unidos construye bases de lanzamiento de misiles tan cerca de barrios residenciales? Está claro que, al igual que los israelíes, no se trata de un ejército “moral” y “ético”: esas personas existen para ser escudos humanos de los soldados estadounidenses. La lógica de protección se invierte: no son los sistemas antiaéreos de Estados Unidos los que sirven para proteger al pueblo saudí, emiratí o catarí, son esos ciudadanos de segunda clase los que deben morir para proteger a las fuerzas ocupantes.

Además, las bases militares de Estados Unidos frecuentemente albergan soldados responsables de crímenes contra las poblaciones locales. Esto quedó explícito durante la Guerra de Irak. Por ejemplo, la violación de una niña de 14 años llamada Abeer Qassim Hamza al-Janabi, seguida de su asesinato y el de sus familiares después de que soldados de la 101.ª División Aerotransportada invadieran su casa en Mahmudiya, en 2004. O las violaciones documentadas durante años durante la invasión de Irak, sumadas a la práctica de explotación sexual y prostitución realizada en áreas cercanas a instalaciones militares estadounidenses, como la Base aérea de Balad, utilizada por la 4ª División de Infantería.

El día 1°, marines estadounidenses mataron al menos a nueve manifestantes que intentaron invadir el consulado estadounidense en Karachi, en Pakistán, en protesta contra la agresión criminal contra Irán que ya había masacrado a cerca de 150 niñas en una escuela iraní el día anterior. Para eso sirve la presencia imperialista en los países de Oriente Medio, Asia Central, África y América Latina: violar, asesinar y usar a los propios nativos como escudos humanos, no para protegerlos.

¿Hasta cuándo se levantarán contra esta verdadera ocupación militar? Probablemente, eso no tardará en suceder.

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A barbárie que nos governa … e triunfa https://strategic-culture.su/news/2026/03/08/a-barbarie-que-nos-governa-e-triunfa/ Sun, 08 Mar 2026 15:05:55 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=891015 O imperialismo-sionismo avança e dá xeque

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Depois da rábula da Gronelândia, do rapto e sequestro presidencial na Venezuela, como antecâmara da mudança de regime, da criminosa e desumana asfixia a que está submetido o povo de Cuba, chegou a vez do Irão. Já se previa, porque a aniquilação do regime independente iraniano é uma velha obsessão do sionismo internacional governante, de que o imperialismo norte-americano é o mais importante e fiável instrumento.

Esqueçam tudo quanto o nosso governo, a União Europeia, os Macrons, Merz, Starmers, Costas, Van der Leyens e outros energúmenos e energúmenas do género disseram sobre Donald Trump. Que era um louco, um demente, um aparentado de fascista, um inimigo da Europa, quiçá da NATO, um aliado de Putin e outros desvarios do mesmo tipo.

Esqueçam o mandado do Tribunal Penal Internacional emitido contra o criminoso de guerra Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, as sucessivas declarações de reconhecimento do Estado Palestiniano feitas por governos da União Europeia, incluindo o português, as condenações, ainda que suaves, feitas ao regime sionista pelo genocídio do povo palestiniano.

Vivemos os dias em que todos os dirigentes ocidentais, desde os aparentemente menos trumpistas a todos os outros, acorreram, sem restrições, a beijar os pés de Donald Trump e as mãos sangrentas de Netanyahu, gratos pelo ataque bárbaro e assassino contra o Irão. Se os governos ocidentais já não passavam de caniches do império, agora resta-lhes seguir os rastos e ficar com a migalhas, cada vez mais racionadas.

Se são as horas dos beija-pés e beija-mãos a criminosos de guerra encartados, também são estes os tempos em que deixou de haver limites para a hipocrisia dos nossos dirigentes, arvorados em guias da “nossa civilização” superior e humanitária.

Dizer que a selvajaria em curso contra o Irão se desenvolve para livrar o povo iraniano da tirania dos ayatollahs, como se ouve e repete desde Netanyahu ao joguete Montenegro, é o argumento em que só os débeis mentais poderão acreditar; sobretudo quando se sabe que o objectivo desta operação de terror é deitar a mão ao petróleo de um dos segundos produtores mundiais desta riqueza e devolver o governo do Irão ao jugo dos xás e correspondente polícia política, formada, industriada e coordenada pelo Mossad sionista É isso que está verdadeiramente em causa. Trump, Netanyahu, a União Europeia e até outros países e instituições menos “ocidentais” não querem saber para nada do povo iraniano, como aliás desprezam, por princípio, todos os povos do mundo.

Registe-se que, mais nuance menos nuance, os dirigentes não eleitos da União Europeia e a quase totalidade dos governos dos 27 (a Espanha de Suárez é, de novo, a honrosa excepção) além de saudarem a acções ilegais norte-americanas e sionistas (à luz do Direito Internacional, da Carta das Nações Unidas e das próprias leis dos Estados Unidos), não hesitam em condenar o Irão por responder militarmente à agressão. Isto é, os governos mundiais – sejam eles quais forem – têm o dever de se ajoelhar e aceitar a punição quando as forças imperiais os atacarem apenas porque lhes apetece ou lhes convém.

É altura de nos interrogarmos por que razão a União Europeia se está a armar até aos dentes, arrasando o que resta das economias nacionais e ameaçando hipotecar o futuro das suas gerações mais jovens, invocando a simples suposição de que poderá ser vítima de uma agressão militar russa. Se os países que receiam ser atacados por Moscovo fizerem como Bruxelas e os seus governos amestrados exigem ao regime iraniano podiam, pelo menos, poupar na militarização a todo o custo.

A última fronteira

Enquanto o enxame de comentadores que zumbe nas TV’s, nossas e dos outros – extasiando-se sadicamente com as supostas imagens do assassinado ayatollah Khamenei, um idoso com 86 anos, dirigente espiritual do Irão e da comunidade mundial xiita – se deleita com as maravilhas militares do imperial-sionismo e as limitações terceiro mundistas de Teerão, avancemos um pouco mais, para as consequências que estão no horizonte se os agressores deitarem mão à velha Pérsia.

No início deste século, o general norte-americano Wesley Clarke, que foi o comandante da NATO na Europa, escreveu que os neoconservadores, o suporte ideológico do imperialismo desde a queda da União Soviética, tinham como objectivo mudanças de regime ou, se necessário, a destruição de sete países que ensombravam o poder sionista e imperial sobre todo o Médio Oriente.

Esses países eram o Iraque, o Iémen, a Líbia, a Síria, a Somália, o Líbano e o Irão. O Egipto e a Jordânia já tinham sido conduzidos ao redil graças aos “processos de paz” montados sob “mediação” dos Estados Unidos e de Israel, pelo que não era necessário incluí-los na lista.

Não é preciso que o leitor faça grandes esforços de memória para recordar o que aconteceu e continua a acontecer a cada um desses países.

O general Wesley Clarke não era um profeta nem um bruxo. Enquanto muitos dirigentes norte-americanos, sionistas, de países ocidentais e os seus mentores e apêndices, seja na banca, nos gangs económicos, nos media e no entretenimento, se refastelavam nas orgias de Epstein, revelando os seus elevados valores morais, cada um dos citados países foi abatido ao activo, contribuindo para o sossego dos salteadores sionistas – que assim puderam dedicar-se à sistemática chacina do povo palestiniano.

A Somália foi arrasada, e dessa operação veio a nascer uma aberração, a Somalilândia, agora transformado em braço militar de Israel no Corno de África. O Iémen estrebucha enquanto pode, depois de gravemente ferido durante a guerra programada que lhe foi movida pela Arábia Saudita, a rogo de Washington e Telavive. Em tempos recentes, os sectores patrióticos iemenitas ainda conseguiram incomodar Israel e perturbar o tráfego marítimo na região, mas a fragilização ou a eventual mudança de regime em Teerão irão pôr em causa essa resistência.

O Iraque está reduzido a uma pulverização de poderes tribais, religiosos e étnicos em todo o território, enquanto um arremedo de poder finge que governa – ainda assim sob tutela norte-americana – nos bunkers para lá da linha verde em Bagdade. O petróleo, porém, está nas mãos das multinacionais norte-americanas.

A Líbia foi arrasada. A guerra norte-americana e ocidental “contra o terrorismo” entregou o país a bandos de terroristas ditos islâmicos depois do assassínio repugnante de Muammar Khaddafi e o roubo das reservas de ouro do país. “Chegámos, vimos e ele morreu”, declarou a secretária de Estado da Administração Obama, Hilary Clinton, mulher íntegra e com grande bagagem moral, ao desembarcar no território, proclamar a tutela imperial e garantir que o petróleo (as maiores reservas de África) passava a custar uns trocos às multinacionais do costume.

A Síria, que os Estados Unidos, Israel e a União Europeia entregaram a um chefe da al-Qaida, está a ser desmantelada para que, depois de correrem rios de sangue, fique transformada num quebra-cabeças de entidades étnicas, religiosas e tribais que nada obstem aos interesses dos Estados Unidos e de Israel. Antes disso, como já acontece, o petróleo escorre em direcção à entidade sionista e às vampirescas transnacionais. O próprio Trump assegurou que as suas tropas permaneceriam no país para tomar conta do petróleo.

O pobre Líbano, dizimado por sucessivas agressões de Israel ao longo de 50 anos, e pelas guerras internas apadrinhadas por Telavive e Washington, tem os dias contados caso o Irão independente não resista. Gravemente ferido pela desfecho da guerra imposta à Síria, o único movimento libanês armado, independente e com capacidade de resistência, o Hezbollah, dificilmente sobreviverá sem o apoio de Teerão.

O Irão nascido do derrube do Xá Rehza Palevi, em 1979, é a última barreira a ultrapassar pelo sionismo e o imperialismo, de acordo com os planos revelados há 25 anos pelo general Clarke. Teerão garantia o apoio à resistência libanesa e iemenita, desenvolveu grande parte dos esforços para que a Síria não fosse desmantelada, ainda sustenta vários grupos que combatem pela independência no interior do Iraque. E, na verdade, o xiismo iraniano, num gesto que se sobrepõe a velhas questões religiosas, é o apoio que resta ao povo palestiniano, maioritariamente muçulmano sunita.

O Irão independente é a resistência que sobra para evitar que o sionismo e o imperialismo assumam o poder absoluto em todo o Médio Oriente e travar os avanços para a construção do Grande Israel, o sonho colonial e expansionista nascido no fim do século XIX. As petroditaduras selváticas do Golfo, da Arábia Saudita ao Qatar, são simples capachos dos Estados Unidos e Israel e, além disso, mais uma vez contra os interesses dos seus povos, que desprezam, anseiam por uma mudança de regime em Teerão.

A “bomba nuclear” iraniana e o “jugo dos ayatollahs” são meros e irrisórios pretextos para que se concretizem as transformações no sentido do domínio pleno do imperialismo-sionismo sobre a Ásia Central. Um terramoto geoestratégico, caso venha a consumar-se. Seguindo uma política em que o regime sionista é mestre, Trump fingiu negociar com o Irão o tempo necessário para montar a operação terrorista em curso e tentar que Teerão se mantivesse na dúvida sobre ser ou não atacado.

Donald Trump não foi e não é, como se chegou a tentar fazer crer, um erro de casting do complexo militar-industrial-tecnológico norte-americano, transformado numa cáfila de ladrões e assassinos. Trump corresponde às necessidades de sobrevivência do neoliberalismo como estado actual e supremo do imperialismo – a fase em que o fascismo se apresenta cada vez mais como horizonte imprescindível perante o descalabro e o desprestígio da “democracia liberal”.

A convergência temporal e ideológica do aparecimento de Trump nos Estados Unidos e da consolidação do totalitarismo sionista em Israel confirma a aposta no fascismo desencadeada pelo desespero do neoliberalismo, uma espécie de regresso às origens, ao terror do Chile de Pinochet, agora com uma ameaçadora amplitude transnacional. Já notaram, em termos domésticos, como Passos Coelho voltou a falar grosso, sobrepondo-se até ao ventríloquo Ventura?

O mundo está no fio da navalha. O terror norte-americano e sionista contra o Irão é muito mais do que uma fuga para a frente, atinge proporções que o podem conduzir a um grande salto em frente. Até ao momento, não existe qualquer movimentação no mundo que manifeste coragem para tentar travá-lo. O imperialismo-sionismo moveu-se e deu xeque no xadrez geoestratégico. No outro lado do tabuleiro são poucas as acções para evitar o xeque-mate. E as palavras de condenação leva-as o vento.

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Empire of Lies launches a war of aggression against Iran and the world https://strategic-culture.su/news/2026/03/06/empire-of-lies-launches-a-war-of-aggression-against-iran-and-the-world/ Fri, 06 Mar 2026 17:38:28 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890978 Humanity has to realize, and is realizing, that for the world to survive in peace, the United States and its Empire of Lies must be defeated.

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The orgy of violence and war crimes being inflicted on Iran over the past week is truly shocking. Yet it is not surprising. This is what an empire that repeatedly commits genocide does.

The U.S.-backed Israeli genocide that has been going on constantly for more than two years in Gaza is now expanding to Iran. The Trump administration is openly talking about destroying Iran and its people. Tehran and other cities across Iran are enduring carpet bombing.

“It is not only a war against Iran – it is a war against the UN Charter, against all of us, against civilization,” commented the renowned international legal expert Alfred de Zayas. His voice has resonated with the anger and disgust of billions of people around the world, including many citizens in the United States.

This is an abomination, an affront to humanity.

In a detailed legal assessment, Professor De Zayas enumerates that the U.S. and Israeli military attacks on Iran have violated multiple treaties and statutes, including the UN Charter and the Geneva Conventions.

The world is witnessing barbarism on a massive and flagrant scale. Iran is responding defiantly with the legal and moral right of self-defense.

The crimes against peace and humanity perpetrated by the U.S. and Israel are staggering in their brutality and offense against basic human morality. What is even more odious is that the crimes are being committed with an insane religious conviction that American President Donald Trump is “appointed by God.”

More sickening still is that Trump and the Western and Zionist ruling class are representative of the Epstein Class, the global elite that have been implicated in unspeakable sex crimes against children. It is consistent, albeit vile, that the Western capitalist elite who have been raping children with impunity are now massacring them with bombs, as they have been doing in Gaza. It is perverse beyond words.

The aggression against Iran has been going on for decades, with murderous economic warfare – euphemistically called “sanctions”. When the latest episode of aggression started last Saturday, February 28, American and Israeli warplanes deliberately bombed an elementary school, killing 165 children. Multiple precision strikes hit the building. Since then, several other schools have also been destroyed.

Hospitals, residential districts, and cultural sites have been methodically bombed. In six days, the death toll has surpassed 1,200 and is rapidly rising. This is a war of extermination.

Trump and his senior aides, like the maniacal Secretary of War Pete Hegseth, are reveling in the destruction.

Trump speaks like a crazed crime syndicate boss, saying that he wants to “clean out” Iran after assassinating Ayatollah Ali Khamenei in a cowardly, obscene act of bombing his residence in Tehran last Saturday, murdering the spiritual leader and his family. Trump has subsequently warned that he must personally approve of any new leader acceptable to U.S. interests.

Paradoxically, the display of despicable criminality betrays a desperate weakness that spells doom for the U.S. empire.

The Empire of Lies and corruption is exposed before the eyes of the world. There is growing worldwide contempt and condemnation of the United States and its Western partners. The people of the world, including citizens in the U.S. and other Western countries, realize who the enemy of peace and morality is.

Trump’s shifting claims about why he ordered the attacks on Iran only betray and expose the cynical lies.

All U.S. wars over the decades have been carried out on the pretext of lies. Millions of people from scores of countries on every continent have perished in the charnel house of imperialist violence, their blood sacrificed for the god of capitalist greed. But what is significant now is that the lies are so transparent. The evil is no longer concealed. Even the usual Western media conformity cannot obscure the blatant criminality.

We are seeing the U.S. empire and its vassals engaging in wholesale mass murder and destruction. This was already happening in Gaza. It is now being magnified in Iran and Lebanon.

European politicians like Britain’s Starmer, France’s Macron and Germany’s Merz are acting like lieutenants in America’s fascist blitzkrieg. Their complicity is damning.

Here’s the thing, however. The Western imperialist system has dug its own grave. Trump and Israel’s madman Netanyahu have opened the gates of hell, but they cannot control what is coming. For one thing, Iran’s firepower looks like it will overwhelm the U.S. and Israeli defenses and bring the world economy to a shuddering collapse. The debt-ridden U.S. and Western economies are facing a long-overdue day of reckoning from implosion.

There is no doubt that the U.S. and Israeli military power is inflicting a maelstrom of destruction and suffering. The psychopathic arrogance of its leaders is astounding and a cause of despair for many people. But there is also a foreboding sense that this is a desperate storm before the imperial system finally collapses from its own inherent corruption.

The Zionist fanatics of the empire who fantasize about “bringing the end of times” are facing an end of sorts, but far from the twisted kind they envisage.

Iran has been planning its military strategy for decades. It is exhausting the wildly extravagant death arsenal of the U.S. empire and its Israeli attack dog. All the accumulated evil of wars and genocides that the Western system has perpetrated for decades with impunity is appearing. A day of judgment is here, and the world must decide once and for all to abolish the enemy – the Western imperialist system – and push it into its own grave.

Humanity has to realize, and is realizing, that for the world to survive in peace, the United States and its Empire of Lies must be defeated.

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EUA e Israel: Quem é o senhor e quem é a colônia? https://strategic-culture.su/news/2026/03/06/eua-e-israel-quem-e-o-senhor-e-quem-e-a-colonia/ Fri, 06 Mar 2026 17:03:37 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890976 Tel-Aviv instrumentalizará os EUA enquanto isso servir aos seus próprios interesses expansionistas.

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A Coalizão Epstein (EUA e Israel) iniciou no dia 28 de fevereiro uma guerra contra a República Islâmica do Irã. O tiro de partida foi o assassinato de 171 meninas numa escola primária (talvez como sacrifício a Baal, divindade favorita dos epsteinianos?), seguido pelo martírio do Aiatolá Ali Khamenei, em sua própria residência.

Foi o início de uma “operação” que os EUA esperavam ver terminada em algumas horas, depois em 3 dias. Bem, já passam de 6 dias de operação e todos os analistas indicam que a guerra durará, no mínimo, algumas semanas, com perdas significativas em ambos os lados.

O que levou essa operação a ser iniciada? A resposta fácil e previsível é que os EUA querem o petróleo e outros recursos naturais do Irã.

Usualmente, quem raciocina dessa maneira tende, também, a dizer que o Estado de Israel representa um enclave dos EUA ou do “Ocidente coletivo” no Oriente Médio, cuja finalidade seria servir de entreposto para facilitar ou possibilitar a ocupação da região, para garantir a exploração dos seus recursos naturais. É o resultado inevitável, talvez, de olhar para as estatísticas comparadas de ambos países.

Os EUA são maiores, têm um PIB maior, forças armadas mais poderosas e mais numerosas, possuem mais bilionários, enfim, são “superiores” em todos os quesitos possíveis e imagináveis, de modo que só se pode perceber a relação EUA-Israel como uma na qual os EUA mandam e Israel obedece.

De fato, as leituras marxianas e, em geral, materialistas vão nesse sentido. Mas a Guerra do Irã confirma essa avaliação?

Se é Israel a colônia obediente dos EUA, então a decisão de iniciar o conflito teria sido eminentemente dos EUA, com Israel simplesmente obedecendo à determinação de sua “metrópoles”.

Mas aquilo que se percebe das declarações oficiais do Secretário de Estado Marco Rubio e do Secretário de Guerra Pete Hegseth é exatamente o oposto: eles deixaram bastante claro em suas coletivas de imprensa que os EUA se envolveram no conflito apenas porque Israel já havia decidido atacar o Irã, com Washington simplesmente seguindo a determinação sionista.

Usou-se o artifício de alegar um plano de ataque preventivo por parte do Irã, mas o artifício foi rapidamente abandonado após ter sido refutado pelo Pentágono. De fato, o Irã não tinha qualquer plano de atacar seja os EUA, seja Israel.

Em outras palavras, Israel teria feito os EUA atacarem o Irã. Como isso é possível?

A solução para o mistério parece estar no papel da comunidade judaica dos EUA e sua influência sobre os negócios internos do país, tenham seus membros cidadania israelense ou não. Afinal, apesar de compor apenas 2.4% da população dos EUA, 25% dos seus membros possui renda equivalente ao 4% mais ricos entre os não judeus.

E se em muitos países, boa parte da comunidade judaica é crítica ou indiferente a Israel, nos EUA 90% dos membros da comunidade apoiam Israel contra seus inimigos. E esse apoio não é meramente verbal, expressando-se através da organização formal de lóbis que financiam candidatos pró-Israel e prejudicam candidatos anti-Israel, a mais famosa dessas organizações sendo a AIPAC, a qual investiu quase 130 milhões de dólares para eleger seus candidatos em 2024.

Um ativo muito mais importante, porém, é o fato de que, tal como indicado pela renda, muitos membros dessa comunidade ocupam postos de poder e influência na mídia de massa, no sistema bancário e no entretenimento. Mesmo sendo apenas, novamente, 2.4% da população dos EUA, constituem 33% dos CEOs dos principais bancos, 40% dos CEOs dos principais conglomerados midiáticos e 50% dos CEOs das principais empresas da indústria do entretenimento.

E esses são os setores que, basicamente, controlam o fluxo de investimentos, bem como moldam as opiniões e gostos da população do país.

Anos atrás, os geopolitólogos John Mearsheimer e Stephen Walt lançaram um ótimo livro sobre o lóbi sionista nos EUA. O que eles deixam bem claro naquela obra é que o apoio dos EUA a Israel não está vinculado a qualquer interesse estratégico de Washington. O custo de apoiar Israel é imenso, tanto em dinheiro quanto na popularidade internacional dos EUA. De fato, os EUA apenas se prejudicam ao apoiar Israel contra seus inimigos.

Então como se poderia dizer que os EUA controlam Israel?

Voltando à atual administração presidencial, personagens como Hegseth e Lindsay Graham admitem abertamente que o principal objetivo dos EUA é facilitar a reconstrução do Templo de Jerusalém para abrir o caminho para a vinda do Messias dos judeus. Escatologicamente, o problema aí é que, para católicos, ortodoxos e protestantes tradicionais, o Messias dos judeus é o Anticristo.

Por mais que Israel seja dependente da ajuda financeira e militar dos EUA, o sionismo capturou os mecanismos de decisão e formação da opinião pública de maneira tão total que praticamente poderíamos comparar o hegemon unipolar a um golem acéfalo. No lugar de “America First”, é a política do “Israel First”.

Enquanto bases, radares, aviões e pessoal dos EUA é atingido por chuvas de mísseis e drones, e Washington vai perdendo influência e capacidade de projetar poder no Oriente Médio, torna-se inevitável chegar à conclusão de que é Israel quem dá as cartas nessa relação, e que Tel-Aviv instrumentalizará os EUA enquanto isso servir aos seus próprios interesses expansionistas.

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Irán está liberando a Oriente Medio de la esclavitud imperialista https://strategic-culture.su/news/2026/03/06/iran-esta-liberando-a-oriente-medio-de-la-esclavitud-imperialista/ Fri, 06 Mar 2026 16:51:18 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890974 Oriente Medio es un barril de pólvora. Y está a punto de explotar.

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No hay forma de alegrarse con la guerra defensiva de la República Islámica de Irán, provocada por los bombardeos criminales de Estados Unidos e Israel. Entiendo a quienes lloraron a las víctimas del genocidio en Gaza, pero ya es hora de ir más allá del llanto. Aunque Hamás haya impuesto duras derrotas e impedido la consecución de los planes sionistas para Palestina, la reacción de Irán al ataque que sufrió es mucho más devastadora para Israel y Estados Unidos, y eso solo puede animar a quienes se oponen a la esclavitud impuesta a los pueblos de Oriente Medio por la dominación imperialista.

De hecho, la guerra de los iraníes es una guerra por la independencia completa de su país y de la región, y esta guerra antiimperialista y popular es una guerra revolucionaria. Una guerra revolucionaria como la de Hamás en Gaza desde octubre de 2023, pero de proporciones mucho mayores. Al destruir la infraestructura militar de Estados Unidos en la región, Irán está dando una contribución sin precedentes a la expulsión de las fuerzas imperialistas de Oriente Medio y, por lo tanto, a la liberación de todos los países de la región del yugo colonial de la OTAN.

Es una guerra contra todo el sistema imperialista internacional. Y el imperialismo europeo lo sabe, lo que quedó demostrado en la declaración conjunta de Francia, Reino Unido y Alemania en apoyo a Estados Unidos y amenazando con intervenir directamente en el conflicto. O en el envío del portaaviones Charles de Gaulle al Mediterráneo, en el pronunciamiento público de Keir Starmer y en las declaraciones de Friedrich Merz. Existe un apoyo total de las llamadas “democracias” europeas a la acción ilegal, terrorista y colonial de Estados Unidos.

Teherán comprende que está librando una guerra contra todo el régimen imperialista. Y tiene el coraje de librarla. Bombardeó objetivos franceses (Camp de la Paix, en Abu Dabi), italianos (al servicio de la OTAN en la base de Ali Al-Salem, en Kuwait) y británicos (la base aérea de Akrotiri, en Chipre), además de instalaciones estadounidenses en los Emiratos Árabes Unidos, Arabia Saudita, Catar, Kuwait, Jordania, Irak, Baréin, Omán, Siria y Chipre. Creo que todavía no se puede garantizar que todos los ataques hayan ocurrido o que hayan sido realizados por Irán —como, por ejemplo, las acusaciones de que intentó atacar objetivos en Turquía—, pero es innegable que los iraníes tienen el objetivo de generar el máximo de daños a la presencia imperialista, si no expulsarla totalmente. Instalaciones civiles, como embajadas, pertenecientes a las potencias agresoras también están siendo alcanzadas —y es sabido que la infraestructura civil sirve de apoyo a la dominación colonial, que no es solamente militar, sino también política y económica.

Estos ataques tienen una serie de consecuencias potenciales extremadamente positivas. Si destruyen esa infraestructura, las naciones imperialistas no tendrán cómo operar plenamente en la región. No tendrán apoyo logístico para sus misiones de infiltración, espionaje, soborno, subversión y control militar y político. Su personal militar tendrá que ser trasladado fuera de Oriente Medio o, como mínimo, encontrar instalaciones improvisadas sin la infraestructura adecuada para su trabajo. Irán está desorganizando completamente la columna vertebral de la presencia imperialista en la región, que son sus bases militares. Las bases militares, con tropas, equipos, aviones y otros vehículos, son como un cuchillo en el cuello del país anfitrión: si su gobierno se sale de la línea impuesta por el imperialismo, será derribado por un golpe sin la menor dificultad. Ese instrumento de presión y chantaje está desmoronándose.

Otra consecuencia es que, dada la facilidad con que estas instalaciones civiles y militares están siendo alcanzadas, sectores de la élite política y militar de cada uno de estos países comiencen a cuestionar la eficacia de la tecnología comprada a Estados Unidos y a sus aliados —cuyas negociaciones son impuestas y cuyo precio es altísimo, perjudicial para las propias finanzas de estos países—. Irán está mostrando —como lo mostró el propio Hamás con los ataques a Israel y como lo mostró Teherán en la guerra del año pasado— que los sistemas de defensa vendidos por las naciones imperialistas son dinero tirado a la basura. Los dirigentes políticos de estos países títeres fueron engañados por Estados Unidos y engañaron a sus subordinados para poder realizar esos acuerdos multimillonarios.

Más importante aún que abrir la mente de las élites políticas y militares, que no pasan de ser lacayos de Estados Unidos e Israel, es concienciar y politizar a los pueblos de estos países oprimidos. E Irán está haciendo eso, como ya lo hizo la Resistencia Palestina desde 2023. Aquellos que oprimen a estos pueblos —las fuerzas de ocupación y sus títeres— no son invencibles. Son gigantes con pies de barro. O, como decía Mao Tse-Tung: el imperialismo es un tigre de papel. Aunque todavía consiga mantener un gran poder de destrucción y opresión, esa fuerza se está desgastando rápidamente desde la revolución talibán de 2021. La Operación Militar Especial de Rusia lo mostró muy bien. Incluso la Operación Diluvio de Al-Aqsa reveló las fragilidades del dominio imperialista. Y ahora la guerra liberadora de Irán.

El gobierno estadounidense está gastando casi mil millones de dólares por día en la guerra. ¿Quién recuerda lo que ocurrió tras años de la Guerra de Vietnam? Una bancarrota extraordinaria en la economía estadounidense y en el mercado internacional. Pero hace 50 años el sistema financiero imperialista todavía tenía algún margen. Hoy ya no es así. La deuda pública de Estados Unidos se está volviendo insostenible y los temblores en el mercado de materias primas y de algunos de los ítems más preciosos para la economía capitalista, como el petróleo y el gas, tienden a generar una crisis de mayores proporciones que aquella. La economía estadounidense no soporta otra guerra prolongada como la que la nación persa está dispuesta a imponer al imperialismo.

Ya se habla de una escasez inminente de armas, municiones y equipos para la agresión contra Irán. Estados Unidos perdió mucho incluso contra los descalzos y valientes hutíes; qué decir de lo que está por venir contra la poderosa Guardia Revolucionaria Islámica. Las guerras genocidas llevadas adelante por Estados Unidos e Israel y sus más abominables métodos criminales esconden que la presencia imperialista se está debilitando cada día en Oriente Medio. Esa tierra será la tumba del imperialismo mundial. Sobre todo cuando las organizaciones revolucionarias se adhieran abiertamente a la guerra de independencia, como están esbozando Hezbolá y las Fuerzas de Movilización Popular de Irak —o como se está gestando una rebelión dentro de los regímenes títeres del sionismo, como en Baréin.

La expresión es bien conocida, pero nunca está de más recordarla: Oriente Medio es un barril de pólvora. Y está a punto de explotar. Esa explosión hará saltar por los aires toda la dominación imperialista y liberará finalmente a los pueblos de esa región. Todo eso gracias a la acción revolucionaria de Irán.

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Preemptive war, permanent emergency: The real cost of Trump’s Iran strike https://strategic-culture.su/news/2026/03/06/preemptive-war-permanent-emergency-real-cost-trump-iran-strike/ Fri, 06 Mar 2026 12:34:30 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890969 Join us on TelegramTwitter, and VK.

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“From the least to the greatest, all are greedy for gain; prophets and priests alike, all practice deceit. They dress the wound of my people as though it were not serious. ‘Peace, peace,’ they say, when there is no peace.”—Jeremiah 6:13–14

“This is insane. Regime change will result in a bloody civil war… Resist this!”—Charlie Kirk (2025)

The military-industrial complex and the American police state have joined forces.

War abroad and war at home are no longer separate enterprises. They have fused.

This did not happen overnight.

Every modern president has stretched the limits of war-making power. Some have shredded those limits altogether.

Each time that boundary is breached, the Constitution recedes a little further.

This is one of those moments.

In a complete about-face from his claims to being a peace president, Donald Trump has authorized yet another preemptive strike—this time against Iran—without a declaration of war from Congress, without meaningful public debate, and without constitutional clarity.

The gravity of that decision cannot be overstated.

While American troops were being ordered into harm’s way, Trump was hosting a $1 million-a-ticket fundraiser for himself at Mar-a-Lago, trotting out his signature dance moves between curtained war briefings.

That spectacle tells you everything you need to know.

That is how we arrived at Operation Epic Fury.

With its Orwellian proclamations of “peace through strength,” Operation Epic Fury is less strategy than spectacle—an egotistical, muscle-flexing distraction by the Trump administration and an overarching attempt to normalize the use of unilateral force by the executive branch without congressional input or authorization.

This was never about peace. It was always about power.

And the Constitution is clear about how this is supposed to work, even if the White House is not.

Article I, Section 8 grants Congress—not the president—the power to declare war. The president under Article II, Section 2 is designated as commander-in-chief with the power to command the military. He is not commander-of-everything.

Yet here we are.

The Trump administration is advancing a global policing doctrine that mirrors the domestic police state: strike first, ask questions later.

Since January 2025, Trump has carried out more than 600 military strikes on foreign targets that include Iran, Yemen, Nigeria and Venezuela, while threatening forceful military takeovers of Greenland, Colombia and Mexico.

Preemptive force has become policy.

Call it what it is: war.

Despite the word games over its war games—the administration insists its actions in Iran do not constitute a war—members of Trump’s Cabinet use the word “war” freely until congressional authorization is mentioned.

And when the administration is asked to explain themselves, the answer is not constitutional deference but open defiance.

Clearly, they have lost sight of who they answer to—and who funds their war chests: we the taxpayers.

Pete Hegseth—the self-righteous blowhard who brags about lethal weapons and has rebranded the Defense Department as the Department of War—dismissed public accountability outright, expressing in no uncertain terms that it’s none of our business: “Why in the world would we tell you, you, the enemy, anybody what we will or will not do in pursuit of an objective. We fight to win. We fight to achieve the objectives the President of the United States has laid out and we will do so unapologetically.”

The Constitution is the “why.”

The American people have a right to debate war before it begins. We have a right to know how our tax dollars are spent. We have a right to insist our representatives authorize the use of force. We have a right to know why our sons and daughters are sent into harm’s way. We have a right to refuse to have our tax dollars used to kill other people’s daughters and sons.

As Rick Steves, the globetrotting travel writer, put it:

“As an American taxpayer, I believe that every US bomb that falls and every bullet that flies has my name on it. In the last year, our president (who won votes by promising to keep America out of wars and is now famously agitating for a Nobel Peace Prize) has dropped bombs on seven foreign countries—and each of those bombs has your name on it, too…including the one that just recklessly decapitated a nation of 90 million people in a war-torn corner of our world.”

He is right. War is not abstract—it is done with our money, and too often without our consent.

As Cato Institute’s Katherine Thompson explains, “War…costs American blood and treasure. The Founders placed the power to initiate it in Congress precisely to ensure those costs are confronted and debated before the country walks into battle.”

That safeguard is being ignored.

And the damage does not stop at constitutional injury, because war is not only a constitutional problem. It is an economic one.

War fuels defense contracts, reconstruction deals and intelligence budgets. It sustains a vast military-industrial apparatus whose profits depend on instability.

Nothing about Operation Epic Fury puts America first. It pushes us toward a fiscal cliff.

Within days, the costs were staggering: $300 million for three F-15E jets downed by “friendly” fire. $630 million to transport troops, ships and aircraft to the region in advance of the attacks. More than 50,000 troops deployed to the region. $13 million a day just for two aircraft carriers stationed nearby. $43.8 million for 1,250 Kamikaze drones. $2 million each for Tomahawk missiles. $12.8 million each for anti-ballistic missile interceptors.

Forbes estimates that Trump’s military strikes in Iran have already cost American taxpayers over $1 billion, “with a price tag that could approach $100 billion, depending on how long it can stretch on.” The total economic cost of the conflict “could trigger an economic loss for the U.S. of between $50 billion and $210 billion.”

And that is before accounting for the human cost.

Innocent civilians—over a hundred young girls between the ages of 7 and 12—have died because the U.S. and Israel reportedly launched a deadly strike on a girls’ elementary school in Iran using outdated maps.

American servicepeople are dying because of one man’s unilateral decision to play at war.

So much for “America First.”

Permanent war places empire first.

And as usual, “we the people” will be forced pay for another unpopular forever war—financially, constitutionally, and domestically—and for the presidential hubris and the greed of the military-industrial complex and Deep State undergirding it all.

Congress anticipated this danger.

The War Powers Act was meant to rein in presidents who bypass Congress. But laws are only as strong as the institutions willing to enforce them.

Without congressional authorization, without meaningful debate, without constitutional clarity, the executive branch claims the unilateral authority to wage war.

This is how dictatorships arise and republics erode.

It happens when a president is allowed to treat constitutional limits as inconveniences rather than restraints.

Trump routinely dismisses unfavorable polls, ignores the courts, sidesteps Congress, shows contempt for the will of the American people, and ignorance about the fact that he works for “we the people.” He behaves not as a public servant but as a potentate.

As John Jay warned in The Federalist No. 4:

Absolute monarchs will often make war when their nations are to get nothing by it, but for the purposes and objects merely personal, such as thirst for military glory, revenge for personal affronts, ambition, or private compacts to aggrandize or support their particular families or partisans. These and a variety of other motives, which affect only the mind of the sovereign, often lead him to engage in wars not sanctified by justice or the voice and interests of his people.”

If this were merely a constitutional dispute, it would be grave enough.

But it is not merely constitutional.

The consequences are immediate, political, and profoundly destabilizing.

Trump has a tendency to bulldoze through constitutional and legal restraints, creating a spectacle or a crisis, and then leaving others to clean up the fallout—whether it is a gutted ballroom, an eviscerated federal agency, a chaotic immigration crackdown, or now a widening war in the Middle East.

Long after the headlines move on, the wreckage remains.

And when the crisis involves war, the consequences are not merely bureaucratic or political — they are measured in lives and liberties.

War, in particular, has always been the most convenient tool of presidents facing troubles at home. When approval ratings slide, when economic policy falters, when scandal threatens to consume the headlines, foreign conflict has a way of shifting the narrative.

Trump’s Iran escalation—a deadly, costly, immoral, unpopular distraction from missteps of Trump’s own making—comes amid dismal polling, a faltering economy, escalating immigration crackdowns, eroding constitutional protections, and renewed scrutiny tied to the Epstein files.

Six out of ten Americans disapprove of Trump’s military action against Iran.

And while there is little to defend about Iran—it is a brutal regime—no nation has the right to declare itself judge, jury and executioner of another without lawful authority. To suggest otherwise is the language of strongmen.

Moreover, what happens abroad does not stay abroad.

The same government that claims unilateral authority to bomb foreign nations claims expanded authority to surveil, detain and silence domestically.

The military-industrial complex and the police state operate in tandem.

At home, we are being subjected to many of the same tactics and technologies deployed overseas. This is how America becomes a battlefield.

The pattern is not new. George W. Bush expanded warrantless surveillance. Obama normalized drone warfare. Presidents of both parties have stretched executive power.

Trump inherited the imperial presidency—and leaned into it. He boasts of his authority, derides the courts, dismisses Congress, and treats constitutional limits as inconveniences rather than guardrails.

He governs as though Article II were a royal charter.

Defense contractors may prosper in such a climate. The Constitution does not.

History teaches that war abroad produces blowback at home. Twenty-five years ago, 9/11 was itself blowback—the consequence of decades of military intervention and occupation in the Middle East.

Blowback justifies emergency powers. Emergency powers justify a police state. A police state justifies a permanent national security state.

The “war on terror” did not end terrorism. It institutionalized emergency. And permanent emergency makes constitutional government fragile.

James Madison warned that “the means of defense against foreign danger have been always the instruments of tyranny at home.”

We have seen it unfold over the past quarter century: the militarization of police, battlefield tactics in American neighborhoods, expansive surveillance justified by counterterrorism. The same tactics and rationale deployed abroad eventually get used against the American people here at home.

War abroad justifies control at home. That is the pattern.

As legal scholar Aziz Huq, professor of law at the University of Chicago, warns, the same national-security powers used to justify bombing foreign nations can be turned inward—against domestic opponents and even against the electoral process itself.

That is the long game being played right now.

This unprovoked attack on Iran is turning the Middle East into a war zone, in turn laying the groundwork for Trump to act on the fantasies he has long entertained about cancelling the mid-term elections.

It is not far-fetched to imagine he might attempt it. He has repeatedly hinted about it and has already demonstrated how far he is willing to go to overturn an election.

On the very day bombs began falling on Tehran, Huq notes that the White House was reportedly considering a unilateral executive order asserting the power to control how and when Americans vote in the upcoming midterm elections—citing “national security” and alleged foreign meddling as justification.

As Huq explains, the presidency is especially weakly bound by law when “national security” is invoked. The absence of legal authority did not prevent the strikes on Iran—strikes that are unlawful under the Constitution, which assigns Congress alone the power to initiate war.

If national security can be invoked to bypass Congress abroad, it can be invoked to bypass constitutional limits at home.

In other words, if a president can launch a war without congressional authorization, he can claim similar emergency authority to restrict voting, suppress dissent, or silence opposition.

This is not republican governance. It is rule by force.

Even some of Trump’s former allies sense the instability. As Marjorie Taylor Greene bluntly put it, “I think it’s time for America to rip the Band-Aid off and we need to have a serious conversation about what the f— is happening in this country and who in the hell are these decisions being made for and who is making these decisions.”

America’s founders understood this danger. They structured the Constitution to prevent any one man from dragging the nation into war.

In making the case that decisions about war should never be left to one man, legal scholar David French quotes then-Congressman Abraham Lincoln at the close of the Mexican-American War in 1948: “Kings had always been involving and impoverishing their people in wars, pretending generally, if not always, that the good of the people was the object. This, our convention understood to be the most oppressive of all kingly oppressions and they resolved to so frame the Constitution that no one man should hold the power of bringing this oppression upon us.”

Concludes French: “Those words were true then, and they’re true now. No matter what he thinks, Trump is not a king. But by taking America to war all on his own, he is acting like one.”

If we are to preserve any semblance of constitutional government, Congress must reclaim its war powers. The War Powers Resolution must be enforced. Emergency powers must be narrowed, sunsetted and restrained. Surveillance must be reined in. Domestic military deployment must be limited to the most narrow, exceptional circumstances.

But structural reform alone will not save a republic that has grown comfortable with permanent war. Because once war abroad and war at home fully merge, the Constitution becomes little more than words on paper.

War is not peace. Preemptive war is not strength. And an imperial presidency—no matter how loudly it wraps itself in flags—is not constitutional government.

The Founders understood that the gravest threat to liberty would not come from foreign enemies alone, but from the concentration of power in the hands of one man who believed himself indispensable.

A president who can send bombs abroad without consent can silence opposition at home without hesitation.

A government that governs by the rule of emergency eventually ceases to govern by the rule of law.

And a nation that trades liberty for spectacle will wake up to find that it has neither.

History is a relentless teacher: military empires may rise on the back of war, but they fall just as quickly from being spread too thin. Already, days after the start of this debacle of a war on Iran, U.S. forces are being used to combat drug trafficking in Ecuador.

As I make clear in my book Battlefield America: The War on the American People and in its fictional counterpart The Erik Blair Diaries, the question is no longer whether America can police the globe. The question is whether our Republic can survive the weight of the Empire it has become.

We are at the point where we must choose: the spectacle of permanent war, or the survival of the American experiment in freedom.

We cannot have both.

Original article: rutherford.org

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Hegemony, deterrence, perspective: an initial assessment of the Israel-U.S.-Iran conflict https://strategic-culture.su/news/2026/03/06/hegemony-deterrence-perspective-an-initial-assessment-of-israel-us-iran-conflict/ Fri, 06 Mar 2026 11:46:08 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890928 February 28, 2026 marks a watershed moment in the strategic history of Western Asia.

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Summary of the first days of the conflict

February 28, 2026 marks a watershed moment in the strategic history of Western Asia. On that date, the United States, in operational coordination with Israel, launched a large-scale military offensive against the Islamic Republic of Iran, striking the top of its political and military leadership, sensitive infrastructure related to missile and nuclear programs, and command structures deemed essential to its response capabilities. The event represents not only a military escalation, but the concrete manifestation of a theoretical and practical contrast between two models of regional order: hegemony and deterrence.

Hegemony is based on the overwhelming superiority of an actor capable of imposing its political and strategic will without encountering resistance capable of inflicting equivalent costs; it presupposes asymmetry and the ability to preemptively neutralize any challenge. Deterrence, on the other hand, is based on a balance of mutual threats: it does not eliminate potential conflict, but freezes it through the credibility of retaliation.

The February 28 attack was conceived as an attempt to reaffirm a hegemonic principle, demonstrating that Western technological and operational superiority could disrupt the Iranian decision-making system before it was able to react effectively. but Tehran’s almost immediate response called this premise into question, suggesting that Iranian deterrence had not been neutralized but only prompted to activate.

The initial operation, called “Roaring Lion” by Israel and “Epic Fury” by Washington, unfolded through an air campaign of extraordinary scale, with hundreds of aircraft engaged in coordinated raids supported by naval assets deployed in the Arabian Sea. The doctrine applied followed the “decapitation” model: strike at the head of the system to paralyze the body. Within a few hours, the nerve centers of Iranian power in Tehran were targeted, including institutional residences, Supreme National Security Council facilities, and underground command networks. The elimination of Ayatollah Ali Khamenei, announced by Iranian state media the following day, together with the deaths of senior officers of the armed forces and the Revolutionary Guard, was intended to create a decision-making vacuum and a shock effect that would prevent a coordinated response. At the same time, installations in Isfahan, Karaj, and Qom, considered crucial for uranium enrichment and ballistic missile storage, were bombed. Air defense systems were targeted to “blind” Iran’s multi-layered shield, while Israeli military sources reported that approximately 500 targets were hit in the first 24 hours. However, the operation also caused serious civilian casualties, including the destruction of a school in Minab, an event that deeply affected Iranian public opinion, transforming the strategic confrontation into a collective trauma and strengthening internal cohesion around the need for a response.

That response came with a speed that surprised many observers: less than an hour after the bombing began, the Islamic Revolutionary Guard Corps announced Operation True Promise 4, marking a qualitative leap in the confrontation: for the first time, the entire network of U.S. military bases in Western Asia was formally declared part of the battlefield. Ballistic missiles and drones struck the Fifth Fleet headquarters in Bahrain, the Al-Udeid base in Qatar, and facilities in the United Arab Emirates, Kuwait, Jordan, and the Iraqi Kurdistan region. Tehran has made clear a legal-strategic principle: U.S. bases, regardless of their geographical location, are extensions of U.S. sovereignty and therefore legitimate targets in the event of aggression. At the same time, hundreds of missiles were launched towards Israeli territory, with alarm sirens sounding in Jerusalem, Tel Aviv, and Haifa and impacts recorded on military installations and sensitive infrastructure. In a matter of hours, the perception of invulnerability that had accompanied both U.S. bases and Israel for decades was shattered, altering the psychological and strategic climate of the entire region.

Hezbollah’s direct entry from the southern front of Lebanon further expanded the conflict. Coordinated rocket and drone attacks opened a second theater of operations, forcing Israel to spread its defensive resources across multiple fronts. Israeli bombing of southern Lebanon and the southern outskirts of Beirut transformed the crisis into a multi-level confrontation, putting into operation the doctrine of “Unity of the Fronts” supported by the Axis of Resistance. In this context, the conflict ceased to be a bilateral confrontation between Washington and Tehran and took the form of a regional war with variable geometry, with fault lines extending from the Persian Gulf to the eastern Mediterranean.

The political and strategic factors

On the political level, the U.S. leadership justified the operation as a necessary step to definitively eliminate the Iranian nuclear threat. President Donald Trump explicitly linked the action to the goal of regime change, calling on Iranian forces to lay down their arms and promising immunity in the event of surrender. Prime Minister Benjamin Netanyahu called the attack a historic opportunity to redraw Western Asia, presenting it as a preventive act aimed at ensuring the long-term security of the Jewish state. Tehran, for its part, declared the era of “strategic patience” over, announcing the closure of the Strait of Hormuz to international shipping and striking maritime targets in the Gulf. The impact on energy markets was immediate: oil prices skyrocketed, while shipping companies suspended or diverted numerous trade routes.

What is happening is part of Trump’s strategy and the MAGA motto, because the advent of a ‘new America’ involves doing what has not been done before, as Trump has reiterated, namely returning to attacking the world, laying waste to regions of interest to the U.S., and seeking to forcefully counter anything that opposes the dollar and its hegemony.

At this point, the conflict faces several possible trajectories. The first is that of a total regional war: in such a scenario, Iran could turn the threat to Hormuz into a prolonged blockade, using naval mines, anti-ship missiles, and asymmetric tactics to permanently disrupt the global energy flow. Israel would face simultaneous pressure from Lebanon, Syria, Iraq, and Yemen, while U.S. bases would become constant targets of intermittent attacks. Such an escalation would test Washington’s logistical and political capacity to sustain a conflict on multiple fronts, with increasing economic and military costs. In this context, the regional architecture built over the past decades around Israeli military superiority and the advanced U.S. presence could suffer structural erosion, accelerating the transition to a multipolar order.

A second trajectory envisages a deterrent rebalancing after the initial shock. If both sides were to assess the costs of further escalation as excessive, an undeclared truce could emerge, based on a new awareness of each other’s limitations. The United States and Israel would claim the slowdown of Iran’s nuclear program as a strategic success, while Tehran would consider its ability to directly strike Israeli bases and territory as proof of the end of Western immunity. This would result in a phase of low-intensity conflict, characterized by cyber operations, clandestine actions, and calibrated missile exchanges, in an unstable but contained balance.

A third scenario is that of a prolonged war of attrition. Instead of seeking a decisive confrontation, Iran and its allies could opt for a gradual erosion of the U.S. presence, progressively increasing costs without offering a pretext for a devastating response. Intermittent attacks, economic pressure, and targeted destabilization could, over time, undermine the political and financial sustainability of the U.S. commitment in the region, but such a strategy would also entail heavy internal sacrifices, requiring economic resilience and social cohesion in conditions of reinforced sanctions and isolation.

Finally, a decisive shock that forces one of the parties to quickly recalculate cannot be ruled out, namely a series of very strong, devastating attacks that could compromise the feasibility of a medium-term conflict for both sides. A devastating blow to U.S. naval infrastructure or an attack that seriously compromises Israeli defensive capabilities could generate internal pressure sufficient to force an immediate change in strategy. Similarly, a prolonged paralysis of the Iranian command system could pave the way for radical concessions. The speed and coordination of Tehran’s initial response suggest that the adaptability of the Iranian system has been underestimated.

What is at stake goes beyond the outcome of individual military operations: the stability of about half the world, and perhaps more, is at stake. The outcome will determine not only the stability of Western Asia, but also the broader configuration of the international system for decades to come.

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