Vatican – Strategic Culture Foundation https://strategic-culture.su Strategic Culture Foundation provides a platform for exclusive analysis, research and policy comment on Eurasian and global affairs. We are covering political, economic, social and security issues worldwide. Wed, 25 Feb 2026 11:05:34 +0000 en-US hourly 1 https://strategic-culture.su/wp-content/uploads/2023/12/cropped-favicon4-32x32.png Vatican – Strategic Culture Foundation https://strategic-culture.su 32 32 As universidades, os milagres e o relativismo https://strategic-culture.su/news/2026/02/25/as-universidades-os-milagres-e-o-relativismo/ Wed, 25 Feb 2026 14:05:43 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890796 Uma disciplina – uma disciplina bem desprezada, e cujo conteúdo varia a depender da instituição – diz que milagres e ações demoníacas são reais.

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No mês passado, tratei do problema de que a ciência moderna padece desde o seu berço: o seu caráter fragmentário, já que existem mil disciplinas autônomas, com mil e uma especialidades, mas não existe um corpus de conhecimento. A física não sabe se o vidro é sólido ou líquido, a química tem certeza de que é sólido. Não existe uma definição do homem válida em todas as disciplinas, e de repente tivemos de aceitar (por força de lei) que mulheres têm pênis. Esse caráter fragmentário, creio eu, advém da influência que a magia renascentista teve sobre a constituição da ciência moderna: quando o edifício uno da filosofia escolástica foi destruído pela Revolução Copernicana, entraram em cena os homens da Renascença, que faziam tentativas ecléticas de construir conhecimento sem se preocupar com coerência, importando-se antes com a utilidade aparente. Além disso, a imensa influência da cabala na Renascença fez com que os homens de ciência colocassem em primeiro plano a meta de dominar a natureza para fazer “magia”, tal como Francis Bacon pretendia. Com o espírito da Renascença, a ciência abandona a pretensão universalista de descrever o todo e passa a procurar truques úteis.

Argumentei então que o mundo precisa restaurar o ideal original da universidade, que visava a constituir um conhecimento do todo (universum) que criasse um corpo coerente, em vez de continuarmos com disciplinas que não prestam contas umas às outras. Mesmo antes do advento do pós-modernismo, o atual estado de coisas é o do relativismo, já que cada disciplina tem a “sua” verdade.

Neste mês, temos visto a possibilidade de o neoateísmo ser um artifício propagandístico promovido por gente que, na verdade, quer privatizar os fenômenos não-explicáveis pelas ciências naturais. A plebe tem que ser ateia e guiar-se por um clero laico de divulgadores científicos, enquanto uns poucos iluminados têm um misterioso templo numa ilha privada, na qual se fazem as coisas mais horripilantes. Assim, devemos perguntar: qual é a atitude que a humanidade produtora de conhecimento deveria ter diante de fenômenos que não são explicáveis pelas ciências naturais?

A atitude atual creio que seja exatamente aquela promovida por David Hume (1711 – 1776) na Investigação sobre o entendimento humano. Aí ele defende que não se deve crer em nenhum relato de milagre, porque o testemunho de nenhuma autoridade humana deve ser superior ao testemunho que atesta a regularidade das leis naturais. Se todos os historiadores dissessem que a Rainha Elisabete morreu e dias depois ressuscitou, o homem de hoje teria de considerar que os historiadores estavam pregando uma peça, porque a experiência ensina que ninguém ressuscita, e nós devemos crer mais na experiência do que na palavra de terceiros. Ademais, os milagres não acontecem na Royal Society diante de cientistas, mas em meio à gente pobre e ignorante. Acontecem em rincões (como a Judeia), não em Roma à vista de todos. Se a experiência diz que a natureza nunca viola sua regularidade, diz também que os homens gostam de crer em relatos que despertam paixões – e isso explica não os milagres, mas a crença neles. Podemos dizer que o senso comum científico é esse: as leis da natureza não se suspendem jamais, então todo relato de milagre (ou, por extensão, de fenômenos demoníacos extraordinários) é fruto da mentira ou ignorância.

Alguns séculos após a morte de Hume, os métodos para documentar e analisar ocorrências miraculosas melhorou muito. Se a NASA analisou o manto de Guadalupe e não conseguiu encontrar alguma explicação natural para a maneira como foi feita, ou por que não se decompôs, não se trata mais de meros relatos que podem ser mentirosos. Além disso, os processos de canonização – que não são poucos desde o avanço da ciência – analisam reivindicações de milagres de potenciais santos. Ao badalado Carlo Acutis, por exemplo, foi atribuída a cura de um menino brasileiro que tinha uma deformidade no pâncreas – uma cura que não podia ser explicada pela medicina moderna. E aí ficamos assim: o senso comum científico é que não existem milagres, mas cientistas analisam rotineiramente alegações de milagres para o Vaticano.

Novamente, não existe nenhuma autoridade científica universal que determine que milagres existem ou que não existem. Tudo é subjetivo: se você é ateu, então para você com certeza não existem milagres; se você não é ateu, então para você talvez milagres existam. Mas se você disser que a terra tem 5 mil anos e que a evolução das espécies não existe, aí não pode, porque a ciência já deu o seu veredito sobre o assunto. Ora, talvez seja o caso de se perguntar se a ciência, enquanto corpo de conhecimento universal, não deveria ter uma posição sobre o assunto. O atual estado de coisas é do relativismo, o qual abre a possibilidade para a adoção de dogmas simplesmente errados por parte da maioria dos cientistas.

Um experimento engraçado foi feito por William Friedkin em seu documentário de 2017. William Friedkin (1935 – 2023) é famoso pelo seu filme O Exorcista, de 1973. Mais de 40 anos depois, ele soube que o exorcista da diocese de Roma, o Pe. Amorth, escreveu um livro de memórias no qual revela que O Exorcista é o seu filme predileto. Elogiou-o, ressalvando porém que os efeitos especiais são exagerados. Friedkin então entrou em contato com o Pe. Amorth, encontrou-o na Itália e pediu para filmar um exorcismo pela primeira vez na vida. O Pe. Amorth pediu um tempo para refletir e pouco depois conseguiu uma autorização – fato sem precedente. O combinado era que Friedkin iria filmar sozinho (isto é, sem equipe), com uma câmera pequena, a nona sessão de exorcismo de uma arquiteta na Itália.

E assim foi feito. O exorcista, nada lúgubre, é um velhinho bem humorado que gosta de fazer graça; a família da arquiteta está toda reunida, mais o namorado e uma porção de padres. Durante o ritual, ela se debate e se contorce, precisando ser segurada por homens, e ruge com uma voz que não é normal (é gutural e às vezes parece ser de várias pessoas). Respondendo às perguntas do exorcista, diz que se chama Satanás e é uma legião de 89 demônios.

Ato contínuo, Friedkin leva a gravação para a Ciência averiguar – na verdade, para três professores neurocirurgiões e um departamento de psiquiatria. Pergunta a todos o que a arquiteta tem, e se as suas respectivas especialidades poderiam resolver o problema dela. Dois neurocirurgiões, ambos da UCLA, não sabem o que ela tem e negam que possam resolver o problema dela. O primeiro, que é o mais normal, aponta que nunca viu coisa assim e que aquela voz não é deste mundo. Argumenta que ela está consciente e interage com as pessoas da sala, o que descarta um certo tumor que causa delírios. Em seguida, passa para a entrevista de um professor neurocirurgião de Tel-Aviv, que acha que pode ser um tumor e que ela pode estar delirando. Não menciona a voz, que é o que mais chama a atenção. Este último tem em comum com o segundo neurocirurgião da UCLA (que parece ser ateu) a crença de que a arquiteta só está naquela situação por causa da religião. Esse tipo de coisa pode acontecer com gente religiosa: um padre, com um rabino; em suma, com quem acredita. Ao que Friedkin pergunta ao israelense em que ele acredita, e ele fica incomodado. Embora não seja religioso, acredita que Deus existe no que não pode ser compreendido. Será um espinosano ambíguo como Sagan e Sam Harris? Até aqui, mesmo com um  crendo em Deus, temos dois neurocirurgiões que agem conforme a preceito humeano. O segundo neurocirurgião da UCLA pensa que talvez se trate de um fenômeno natural que, um dia, ainda será descoberto (como a radioatividade foi um dia), e acha que a arquiteta deve continuar com o exorcismo devido ao efeito placebo. Assim como uma pessoa pode se sentir melhor só por ter uma consulta com um psiquiatra que não prescreva remédios, uma pessoa religiosa pode se sentir melhor com um padre, e isso explicaria a eventual eficácia do exorcismo.

O momento mais divertido, porém, é o da reunião com o departamento de psiquiatria de Colúmbia. Ali aprendemos que ela tem a Desordem de Transtorno Dissociativo, e mostram um paper que atrela esse diagnóstico a pessoas que relatam possessão demoníaca e se submetem a exorcismos. Nessa reunião, Friedkin aprende que o DSM respeita a diversidade cultural e, como os relatos de possessão demoníaca ocorrem em várias culturas, “possessão demoníaca” está no DSM. Conforme já vimos em maior detalhe antes (usando o trabalho do psiquiatra Guido Palomba), o DSM não tem causalidade: ele lista uma série de sintomas e dá um nome a uma síndrome que tem um protocolo de tratamento.

Nomear é fácil. E quanto ao tratamento? Um jovem médico se pronunciou. Relatar possessão demoníaca é algo que ocorre entre pessoas religiosas, e ele tem uma paciente protestante muito parecida com aquela da gravação. Inclusive tem aquela voz estranha – o jovem médico e o cirurgião normal são os únicos a destacar a coisa que mais chama a atenção na gravação. Pois a paciente tem feito terapia e tomado medicamentos e está melhor. Fica-se com a impressão de que, se um psiquiatra tiver uma paciente girando a cabeça 360º como no filme, fará terapia e tomará remédios. Ao cabo, os psiquiatras dizem que a arquiteta tem solução (terapia e remédio), enquanto os neurocirurgiões disseram que não.

Por outro lado, no documentário vê-se que tudo isso começou por causa da universidade. William Peter Blatty (1928 – 2017), autor do livro O Exorcista em que o filme se baseia, teve aulas de teologia com um jesuíta na Universidade de Georgetown, em Washington, e ouviu a história da possessão demoníaca de um adolescente ocorrida em 1949, em Maryland, numa família luterana. O menino de 14 anos dizia estar possuído, a família procurou médicos e psiquiatras, mas acabou recorrendo aos serviços da Igreja Católica, que enviou um padre de Washintgon para realizar o exorcismo. Blatty foi atrás da história e do padre, mas não conseguiu contato com a família do garoto, que queria manter sigilo máximo sobre a história. O fato de que uma família luterana procurou a Igreja Católica sugere que os cientistas estavam errados ao crerem que a eficácia, explicada como placebo, depende da afinidade cultural.

Pois bem: aí se vê bem o estado de coisas da universidade. Uma disciplina – uma disciplina bem desprezada, e cujo conteúdo varia a depender da instituição – diz que milagres e ações demoníacas são reais. Já as outras não dizem nada, mas têm um senso comum tácito, chancelado pela mídia, segundo o qual não existem em hipótese alguma. Cada um crê no que quiser.

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Universities, miracles and relativism https://strategic-culture.su/news/2026/02/24/universities-miracles-and-relativism/ Tue, 24 Feb 2026 13:46:19 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=890772 A discipline – a much despised discipline, and whose content varies depending on the institution – says that miracles and demonic actions can be real, writes Bruna Frascolla.

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Last month, I dealt with the problem that modern science has suffered from since its birth: its fragmentary nature, since there are a thousand autonomous disciplines, with a thousand and one specialties, but there is no corpus of knowledge. Physics doesn’t know if glass is solid or liquid, chemistry is sure it is solid. There is no one definition of man that is valid across all disciplines, and suddenly we had to accept (by force of law) that women have penises. This fragmentary character, I believe, comes from the influence that Renaissance magic had on the constitution of modern science: when the unified edifice of scholastic philosophy was destroyed by the Copernican Revolution, Renaissance men entered the scene, who made eclectic attempts to construct knowledge without worrying about coherence, caring rather about apparent usefulness. Furthermore, the immense influence of the Kabbalah in the Renaissance caused men of science to put at the forefront the goal of dominating nature to create “magic”, as Francis Bacon intended. With the spirit of the Renaissance, science abandons the universalist claim to describe the whole and starts looking for useful tricks.

I then argued that the world needs to restore the original ideal of the university, which aimed to constitute knowledge of the whole (universum) that created a coherent body, instead of continuing with disciplines that are not accountable to each other. Even before the advent of postmodernism, the current state of affairs is that of relativism, since each discipline is entitled to its own truth.

This month, we have seen the possibility that New Atheism is a propaganda device promoted by people who, in fact, want to privatize phenomena that cannot be explained by natural sciences. The common people have to be atheists and be guided by a secular clergy of scientific popularizers, while a few enlightened people have a mysterious temple on a private island, where the most horrifying things are done. Thus, we must ask: what is the attitude that knowledge-producing humanity should have when faced with phenomena that are not explainable by natural sciences?

The current attitude I believe is exactly that promoted by David Hume (1711 – 1776) in the Inquiry into Human Understanding. There he argues that no report of miracles should be believed, because the testimony of any human authority should be superior to the testimony that attests to the regularity of natural laws. If all historians said that Queen Elizabeth died and was resurrected a few days later, today’s man would have to consider that historians were playing a trick, because experience teaches that no one is resurrected, and we should believe experience more than the words of others. Furthermore, miracles do not happen in the Royal Society in front of scientists, but among poor and ignorant people. They happen in remote places (like Judea), not in Rome in plain sight. If experience says that nature never violates her regularity, it also says that men like to believe in reports that arouse passions – and this explains not miracles, but the belief in them. We can say that scientific common sense is this: the laws of nature are never suspended, so every report of miracles (or, by extension, of extraordinary demonic phenomena) is the result of lies or ignorance.

A few centuries after Hume’s death, methods for documenting and analyzing miraculous occurrences greatly improved. If NASA analyzed Guadalupe’s mantle and couldn’t find any natural explanation for how it was made, or why it didn’t decompose, the issue is no longer about mere reports that could be untrue. Furthermore, canonization processes – which are not few since the advancement of science – analyze potential saints’ claims of miracles. The famous Carlo Acutis, for example, was credited with curing a Brazilian boy who had a deformity in his pancreas – a healing that could not be explained by modern medicine. And so we are left with this: scientific common sense is that there are no miracles, but scientists routinely analyze claims of miracles for the Vatican.

Again, there is no universal scientific authority that determines that miracles exist or not. Everything is subjective: if you are an atheist, then fou you miracles certainly do not exist; if you are not an atheist, then for you maybe miracles exist. But if you say that the earth is 5 thousand years old and that the evolution of species does not exist, then you are wrong, because science has already given its verdict on the matter. Now, perhaps it is worth asking whether science, as a body of universal knowledge, should not have a position on the subject. The current state of affairs is one of relativism, which opens the possibility for the adoption of simply wrong dogmas by the majority of scientists.

A funny experiment was done by William Friedkin in his 2017 documentary. William Friedkin (1935 – 2023) is famous for his 1973 film The Exorcist. More than 40 years later, he learned that the exorcist of the diocese of Rome, Father Amorth, wrote a memoir in which he reveals that The Exorcist is his favorite movie. He praised it, noting however that the special effects are exaggerated. Friedkin then contacted Father Amorth, met him in Italy and asked to film an exorcism for the first time in his life. Father Amorth asked for time to reflect and shortly after obtained authorization – an unprecedented event. The agreement was that Friedkin would film alone (that is, without a crew), with a small camera, the ninth exorcism session of an architect in Italy.

And so it was done. The exorcist, not at all lugubrious, is a good-humoured old man who likes to be funny; the architect’s family is all together, plus her boyfriend and a bunch of priests. During the ritual, she struggles and writhes, needing to be held by men, and roars with a voice that is not normal (it is guttural and sometimes sounds like it belongs to several people). Responding to the exorcist’s questions, she says her name is Satan and she is a legion of 89 demons.

Next, Friedkin takes the recording to Science to investigate – in fact, to three neurosurgeon professors and a psychiatry department. He asks everyone what the architect has, and whether their respective specialties could solve her problem. Two neurosurgeons, both from UCLA, don’t know what she has and deny that they can solve her problem. The first, which is the most normal guy, points out that he has never seen anything like that, and that such voice is not from this world. He argues that she is conscious and interacts with the people in the room, which rules out a certain tumor that causes delusions. The film then moves on to an interview with a neurosurgeon professor from Tel-Aviv, who thinks it might be a tumor and that she might be delusional. He doesn’t mention the voice, which is what draws the most attention. The Israeli has in common with the second neurosurgeon at UCLA (who seems to be an atheist) the belief that the architect is only in that situation because of religion. This kind of thing can happen to religious people: a priest, a rabbi; in short, with those who believe. To which Friedkin asks the Israeli what he believes, and he becomes uncomfortable. Although he is not religious, he believes that God exists in what cannot be understood. Is he an ambiguous Spinozan like Sagan and Sam Harris? So far, even though one believes in God, we have two neurosurgeons who act according to Humean precepts. The second neurosurgeon at UCLA thinks that perhaps it is a natural phenomenon that will one day be discovered (like radioactivity once was), and thinks that the architect should continue with the exorcism due to the placebo effect. Just as a person can feel better just by having an appointment with a psychiatrist who does not prescribe medication, a religious person can feel better with a priest, and this would explain the eventual effectiveness of exorcism.

The funniest moment, however, is the meeting with the Columbia psychiatry department. There we learn that she has Dissociative Trance Disorder, and they show a paper that links this diagnosis to people who report demonic possession and undergo exorcisms. At this meeting, Friedkin learns that the DSM respects cultural diversity, and because reports of demonic possession occur in many cultures, “demonic possession” is in the DSM. As we have seen in greater detail before (using the work of psychiatrist Guido Palomba), the DSM does not have causality: it lists a series of symptoms and gives a name to a syndrome which has a protocol of treatment.

Naming is easy. What about treatment? A young doctor spoke up. Reporting demonic possession is something that occurs among religious people, and he has a Protestant patient very similar to the one in the recording. She even has that strange voice – the young doctor and the normal surgeon are the only ones to highlight the thing that catches the most attention in the recording. Well, the patient has been undergoing therapy and taking medication and is getting better. One gets the impression that, if a psychiatrist has a patient turning her head 360º like in the movie, she will undergo therapy and take medication. In the end, the psychiatrists say that the architect has a solution (therapy and pills), while the neurosurgeons said no.

On the other hand, in the documentary you see that all this started because of the university. William Peter Blatty (1928 – 2017), author of the book The Exorcist on which the film is based, took theology classes with a Jesuit at Georgetown University, in Washington, and heard the story of the demonic possession of a teenager that occurred in 1949, in Maryland, in a Lutheran family. The 14-year-old boy claimed to be possessed, the family sought doctors and psychiatrists, but ended up using the services of the Catholic Church, which sent a priest from Washington to perform the exorcism. Blatty went after the story and the priest, but was unable to reach the boy’s family, who wanted to keep the story as confidential as possible. The fact that a Lutheran family turned to the Catholic Church suggests that scientists were wrong in believing that efficacy, explained as placebo, depends on cultural affinity.

Well, that clearly shows the state of affairs at the university. A discipline – a much despised discipline, and whose content varies depending on the institution – says that miracles and demonic actions can be real. The others say nothing, but have a tacit common sense, endorsed by the media, according to which they do not exist under any circumstances. Everyone believes what they want.

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Bethlehem still the center of Christmas meaning and inspiration https://strategic-culture.su/news/2025/12/26/bethlehem-still-the-center-of-christmas-meaning-and-inspiration/ Fri, 26 Dec 2025 20:08:07 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=889667 Our prayers, thanks, and solidarity to our brothers and sisters of Bethlehem and Palestine who are living under wicked and temporal occupation.

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It is awesome to contemplate that after more than two thousand years since the first Christmas, the birthplace of Jesus is still the physical location central to the meaning of Christmas.

On one hand, it is shameful; on the other, it is inspiring.

Every year for over two millennia, Christians around the world celebrate Christmas Day in the belief that God took human form as a baby born in Bethlehem in the ancient land of Palestine. December 25th is the date in Western churches, while January 7th is the date in the Orthodox faith.

The incarnation of God as a vulnerable infant born in poverty and deprivation is, for Christians, an awesome revelation and truth about the meaning and purpose of humanity. God chose to be revealed on the side of the poor and the suffering. As humans who profess to believe in God and his begotten son, Jesus, then we are solemnly obligated to also be on the side of the poor and the suffering through compassion, solidarity and commitment, to understand human conditions and history in a way that relieves those conditions and fulfills the vision of God, as preached by Jesus, for peace and love for humanity.

This year, across the world, as in so many years down through history, has been wracked with conflict and violence, war and suffering. Such history is shameful for all humanity, and especially for Christians at a time of Christmas. We are called upon to be peacemakers and to show compassion. So why is peace not established on Earth if we believe that God became a part of history?

Why are political leaders not trying to genuinely work through dialogue and fraternity to make peace happen? The truth is that too many politicians and people with temporal power are not genuine in their professed beliefs and commitments. They are vested in relations and conditions that are the antithesis of peace and human solidarity. They are part of the problem, not the solution.

Bethlehem, the birthplace of Jesus, is at the center of global human suffering and deprivation from a genocide that worldly powers are inflicting. Talk about ceasefires is cynical and duplicitous. The Israeli colonizer regime, with the full support of the United States and European states, continues to conduct a genocide against defenseless people living in tents and shacks in the most appalling conditions of suffering. The abomination that is taking place in the Holy Land of Palestine continues because political powers are enabling it, and media organizations tell lies, obscuring it. At least 70,000 people, mostly women and children, have been killed in the last two years. Where is the outrage, the concern, the anger, the condemnation among Western politicians and media in particular? That void speaks of evil complicity and complacency.

This is a matter of mortifying shame for all Christians. Nevertheless, paradoxically, it is also a matter of great consolation and empowerment. Because Bethlehem reminds us more than ever of whose side God is on in history and what our mission as peacemakers should be: to take the side of the poor and suffering, to be with them in body and spirit, and to resolve to stand up against injustice and all worldly powers that are enemies of peace.

All conflicts have causes. We must work in truth, compassion, and solidarity to end them and to establish peace on Earth. But we can only do that by understanding history from the perspective of the poor, the victims of injustice and oppression.

The world needs peace in Palestine, in Ukraine, in Venezuela, everywhere. Who caused the violence? What are the roots? We can establish peace only with truth, justice, and commitment to solidarity with humans as brothers and sisters. That is not possible under conditions of empire and exploitation, deceit and duplicity, propaganda and lies, conquest, militarism, and aggression towards others.

Our prayers, thanks, and solidarity to our brothers and sisters of Bethlehem and Palestine who are living under wicked and temporal occupation.

In the face of evil oppression and death, we definitely and confidently wish all our readers a Happy Christmas and a Peaceful New Year.

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Papa León XIV denuncia las prácticas usureras usadas en contra del Sur Global https://strategic-culture.su/news/2025/12/15/papa-leon-xiv-denuncia-las-practicas-usureras-usadas-en-contra-del-sur-global/ Mon, 15 Dec 2025 13:00:29 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=889448 Mario LETTIERI y Paolo RAIMONDI (Desde Roma)

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En la reciente audiencia con el Consejo Nacional Antiusura, que celebró su trigésimo aniversario, el Papa León XIV recordó la difícil situación de aquellos que son víctimas del devastador efecto de la usura: individuos, familias y pueblos enteros.

Quizá el Pontífice haya sorprendido a muchos cuando afirmó: “la dinámica negativa de la usura se manifiesta en varios niveles…Lo que inicialmente parece ser una ayuda, en realidad, se revierte en un tormento a largo plazo. Y esto acontece en el ámbito de las naciones alrededor del mundo.

Por desgracia, los sistemas financieros usureros pueden llevar a poblaciones enteras a la ruina. De la misma manera, no podemos ignorar ‘aquellos que, en el comercio, emplean prácticas usureras y mercantiles causantes de hambre y muerte de sus hermanos y hermanas en la humanidad’ (Catecismo de la Iglesia Católica, no. 2269: sus responsabilidades son graves y alimentan estructuras inicuas de pecado”).

El Papa Prevost, sin duda, fue testigo de estas prácticas predatorias contra Estados y pueblos durante sus casi 20 años de estancia en Perú, país de los más afligidos y atormentados por las políticas usureras practicadas por actores extranjeros, tanto públicos como privados.

Cuando llegó a Perú por primera vez, en 1985, la tasa de inflación era de 158.3%. Solamente Argentina y Nicaragua tenían una situación peor. En 1990, llegó al 7 649.65%! En 1989, la deuda externa equivalía al 420% de los ingresos por exportaciones y al 100% del Producto Interno Bruto (PIB). Los intereses de la deuda representaban más de un tercio del total de las exportaciones.

Una de las causas, tal vez la principal, pero frecuentemente soslayada, de las crisis de deuda en los países en desarrollo fue la política monetaria de la Reserva Federal estadounidense, la cual, en 1979, para lidiar con la creciente inflación en el país, aumentó drásticamente la tasa básica de interés, llegando al 20% en 1981. Es posible imaginar el efecto negativo y desestabilizador sobre la deuda e inflación en los países del Sur Global, entrelazados y dependientes del dólar.

Después de su primera elección, el presidente peruano Alan García, posteriormente acusado de múltiples delitos, declaró inmediatamente que no podía dejar pasar hambre al pueblo a causa de la deuda y anunció la intención del gobierno de limitar los pagos de intereses a un máximo de 10% de las exportaciones. La iniciativa fue ferozmente combatida por todos, comenzando por los bancos de EUA y por el Fondo Monetario Internacional (FMI).

Lo que ocurrió en Perú se repitió en todos los países de América Latina y de otros continentes del hoy llamado Sur Global.

A esto debe agregarse, como apunta el Papa, las “prácticas usureras en el comercio”, toda vez que los precios de las mercancías exportadas de los países del Sur eran y son ampliamente determinados por los mercados de “commodities” de Chicago y de Nueva York, en obvio interés de los compradores. Debemos agregar también las actividades especulativas de instituciones financieras sin escrúpulos, que, muchas veces, en diferentes momentos, manipulan al alza o a la baja los precios, generando hambre y desesperación en poblaciones enteras.

En el sector agroalimentario, la especulación al alza se transmite en inflación de los precios de los alimentos y, por consecuencia, al hambre para los segmentos más pobres de la población, mientras que la especulación a la baja causa la quiebra de pequeños productores de bienes de primera necesidad y, por consiguiente, a la escasez de alimentos.

Los contratos a futuro han desempeñado un significativo papel en las tendencias de los precios de las “commodities”, incluyendo los precios de los alimentos. Estos son contratos financieros que permiten compras a un precio fijo con entregas distribuidas a lo largo del tiempo. Se estima que apenas el 2% de todos los contratos a futuro resultan en movimiento real de las mercancías. Casi todas son liquidadas antes del vencimiento con un pago entre las partes contratantes por la diferencia de precios. Pero, en cuanto a esto, la enorme masa de contratos hace que los precios se disparen, dependiendo de si la oferta es hacia el alza o hacia la baja.

El resultado ha sido verdaderas crisis alimentarias, causando hambre y desnutrición y desatando los llamados “tumultos del pan”, de 2007-08, afectando a todos los países del Sur Global, particularmente a los de África. Tampoco podemos olvidar los efectos inflacionarios de 2010-11, igualmente devastadores para muchas poblaciones.

En estas cuestiones globales, León XIV sigue el camino trillado por Francisco. Se espera, obviamente, que los líderes políticos y económicos internacionales, siempre presentes en las celebraciones en la Plaza de San Pedro para presumir sus fotografías con el Pontífice, atiendan sus llamados y promuevan profundas reformas en un sistema económico y financiero global profundamente desigual e injusto.

Publicado originalmente por concienciapublica.com.mx

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Il Vaticano con il fallimentare viaggio di Leone XIV in Turchia e in Libano si è mostrato del tutto subalterno alla NATO https://strategic-culture.su/news/2025/12/08/il-vaticano-con-il-fallimentare-viaggio-di-leone-xiv-in-turchia-e-in-libano-si-e-mostrato-del-tutto-subalterno-alla-nato/ Mon, 08 Dec 2025 05:32:29 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=889290 Il 23 settembre 2025 papa Leone XIV passeggiava per il borgo di Castel Gandolfo, residenza estiva dei pontefici e un giornalista, sotto le telecamere di molte televisioni, gli ha chiesto che cosa pensasse del riarmo europeo, lo statunitense, del tutto imbarazzato, stretto tra l’universale mandato di pace ascritto nel ministero petrino e l’obbedienza atlantista che resta la cifra essenziale della sua elezione, un’obbedienza tutta protesa alla guerra contro la Russia oggi e forse la Cina domani, non sapendo che cosa rispondere ha poi bofonchiato laconicamente: “non so, è una questione politica”.

Segue nostro Telegram.

La maldestra e rappezzata situazione viene trasmessa dal canale italiano RAI di informazione permanente ventiquattro ore, prima che, o un dirigente della televisione pubblica o una telefonata dal Vaticano, portassero a far scomparire il pasticcio oramai comunque teletrasmesso.

Dunque giusto gli irrimediabilmente speranzosi potevano nutrire aspettative sull’operazione molto poco ecumenica e tutta atlantista del viaggio a Nicea di papa Prevost, pur sotto la veste quasi aulica della ricerca di unità delle chiese volte a richiamarsi al primo Concilio ecumenico di Nicea, tenutosi nel 325 d.C. e presieduto dall’imperatore romano Costantino I con l’intento di dirimere le dispute sulla natura di Gesù, la Trinità, il testo del Credo, il moltiplicarsi dei seguaci del vescovo Ario. Concilio di cui ci è giunta notizia grazie ad Eusebio da Cesarea, storico, filologo e biblista, discepolo spirituale di Origene.

Leone XIV in visita in Turchia ha riconosciuto il ruolo di pace svolto a livello internazionale dalla Turchia e dal presidente Recep Tayyip Erdoğan, fatto ovviamente scarsamente riportato dalla stampa occidentale, quindi ha insistito nei ripetuti incontri con il patriarca greco – ortodosso Bartolomeo I, tra Istanbul e Nicea, sulla necessità dell’unità dei cristiani.

Intanto la credibilità di Bartolomeo I è totalmente scemata dopo che, accettando il 6 gennaio del 2019 la richiesta dell’allora presidente ucraino Petro Porošenko, ha riconosciuto l’autocefalia della Chiesa Ortodossa Ucraina, ovvero ha sottoscritto una assurda e aberrante separazione antistorica tra le chiese di Mosca e di Kiev, sancita piuttosto da una millenaria comunione.

Quando papa Francesco ha immaginato, già più di un anno fa, l’idea di un incontro ecumenico a Nicea nel 2025, aveva proposto un momento di totale unità, ovvero chiese unite per la pace, dunque aveva sempre ipotizzato l’importanza della presenza di tutta l’Ortodossia, quindi anche del Patriarcato di Mosca e di tutte le Russie e del suo arcivescovo Kiril I, fatto del tutto impossibile oggi con il patriarca Bartolomeo I che spalleggia il governo ucraino nella persecuzione degli ucraini fedeli al Patriarcato di Mosca.

Leone XIV in questo viaggio ha confermato le scelte politiche, finanche militari, di un Occidente in guerra contro la Russia, fatto per molti aspetti gravissimo.

Era evidente in queste condizioni che Kiril I o qualsiasi altro rappresentante del Patriarcato di Mosca e di tutte le Russie non avrebbe potuto partecipare alle celebrazioni del 1700° anniversario del Concilio di Nicea.

Il Vaticano ha allora provato a giocare la formula della “antica pentarchia”, ovvero invitare i vescovi delle prime sedi episcopali chiamate a organizzare e amministrare la comunità cristiana: ovviamente per Roma Leone XIV stesso e per Costantinopoli Bartolomeo I, quindi i vescovi di Alessandria, Antiochia e Gerusalemme, il risultato è stato un altro colossale disastro e un memorabile fallimento.

L’invito a Iznik, l’odierno nome dell’antica Nicea, è stato clamorosamente declinato da tutti e tre i patriarchi, certo, in ordine sparso qualche rappresentate dei cattolici di rito orientale e dei greco – ortodossi ha raggiunto l’antico borgo di ventimila abitanti, ma i tre maggiori vescovi di quelle città si sono guardati bene dal raggiungerla, al pari degli ortodossi dei molti riti mediorientali, dai siro – giacobiti, agli armeni, ai caldei.

Assente il Patriarca di Alessandria Tawadros II, pontefice della Chiesa Ortodossa Copta, il quale ha poi, al pari dei Copti di Etiopia ed Eritrea, per altro custodi questi due ultimi delle più antiche tradizioni di tutta la cristianità, aperte divergenze teologiche non solo con Roma, ma anche con Costantinopoli, tuttavia neppure i patriarchi greco – ortodossi di Gerusalemme Teofilo III e di Antiochia, Ioannis X Yazigi si sono presentati, anzi, hanno sonoramente rimarcato che non esista comunione dentro l’Ortodossia senza il coinvolgimento del Patriarcato di Mosca e di tutte le Russie.

Alla luce di tutte queste defezioni, la scelta di Leone XIV e di Bartolomeo I di insistere sul tema dell’unità dei cristiani, diventa a tutti gli effetti imbarazzante, anche perché il rischio è che sia una specie di ricomposizione giusto tra Mosca e Costantinopoli, la quale non interessa in nessun modo neppure gli ortodossi serbi, quelli bulgari e quelli rumeni.

L’appello accorato a una celebrazione unitaria della Pasqua del 2033 da realizzarsi a Gerusalemme, per il bimillenario della Resurrezione di Gesù, appare del tutto irrealistico e velleitario, ancora più accidentata la strada verso la scelta di una data unitaria per una celebrazione comune della Pasqua. Quando papa Francesco ha avanzato questa ipotesi, è partito dal convincimento che non si dovesse in alcun modo obbligare gli ortodossi a convergere sulla data calcolata con le modalità dei cattolici, propendo piuttosto al mondo cattolico di convergere sulla modalità di calcolo ortodossa o al massimo di trovare una domenica prossima a metà aprile, ovvero un nuovo criterio generale di identificazione della data della Pasqua. Ora, in modo del tutto imbarazzante, vista l’esiguità di quanto seguono Costantinopoli, una eventuale convergenza di Bartolomeo I sulla data cattolica, non potendo egli vantare di rappresentare l’Ortodossia nel suo complesso, ma soltanto una infima porzione della stessa, al pari della vergognosa convergenza con il cattolicesimo sul 25 dicembre voluta dal governo di Kiev per la celebrazione del Natale della chiesa ortodosso – ucraina, al posto del 7 gennaio, millenaria data di celebrazione della nascita di Gesù per l’Ortodossia, rischierebbe più di provocare il disconoscimento di Bartolomeo I e di quanti lo seguono da parte di tutto il resto del mondo ortodosso, piuttosto che risultare una ricomposizione autentica di quella separazione dolorosamente intercorsa nel 1054 con la scomunica contro gli ortodossi depositata sull’altare della cattedrale di Santa Sofia a Costantinopoli dal bellicoso cardinale cattolico Umberto di Silva Candida.

Ai guasti religiosi si sommano quelli politici, il quotidiano turco Aydinlik ha riassunto la visita di papa Prevost, sotto le telecamere domenica 30 novembre 2025 dentro il patriarcato di Costantinopoli durante il suo discorso con un funzionario statunitense dietro le spalle, non si è capito bene se intento ad ascoltare l’orazione o a suggerirla, ricordando che il dialogo ecumenico è sembrato nell’odierna interpretazione del Vaticano, piuttosto un progetto politico – religioso di supporto alla NATO, sostenendo una legittimazione di Bartolomeo I in aperta rottura e contrasto con la parte preponderante del resto dell’Ortodossia, una scelta del tutto politica confermata dal viaggio successivo in Libano a supporto dei cattolico – maroniti, notoriamente ostili alla maggioranza sciita dei loro concittadini. I maroniti infatti sono succubi e subalterni agli interessi occidentali, ostili ad Hezbollah e di conseguenza anche al mondo palestinese a partire da Hamas, le parole di Leone XIV per il disarmo sono apparse dunque più  un supporto a alle politiche di Washington e di Bruxelles, che un richiamo evangelico, con una altra tragica conseguenza, quando papa Prevost ha invitato e invita all’unità dei figli di Abramo, vista la sua contiguità alle cancellerie occidentali e ai loro progetti reiteratamente egemonici e la sua ostilità all’Islam religioso e politico, appare del tutto non credibile, dunque totalmente inefficace, quando invece il dialogo non solo tra cristiani, ma anche tra cristiani e musulmani dovrebbe essere una delle grandi priorità del tempo presente.

Del tutto inutile poi parlare della pur giusta comunione abramtica, se, come nel caso di Leone XIV, entrando in visita nella stambuliota Moschea Blu si è rifiutato, al pari dei crociati di secoli prima, di pregare, mentre i suoi due predecessori, non solo l’argentino Bergoglio, ma anche il rigido teologo tedesco Ratzinger, entrati in una moschea, sempre hanno chiesto di poter avere un momento di preghiera e di raccoglimento, proprio in nome e in ragione di quell’Abramo, sepolto in Palestina, che è il patriarca indivisibile di ebrei, cristiani e musulmani.

Quello in Turchia e Libano, il primo viaggio all’estero di papa Prevost, si rivelato quindi un assoluto fallimento.

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Il viaggio di Paolo VI in Terra Santa nel 1964 fondamentale per la nascita dell’Organizzazione per la Liberazione della Palestina https://strategic-culture.su/news/2025/12/05/il-viaggio-di-paolo-vi-in-terra-santa-nel-1964-fondamentale-per-la-nascita-dellorganizzazione-per-la-liberazione-della-palestina/ Thu, 04 Dec 2025 21:04:19 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=889223 Qual è il legame tra l’organizzazione per la liberazione della Palestina e la Chiesa cattolica?

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Leggendo i romanzi del betlemita Jabra Ibrahim Jabra, in particolare “I pozzi di Betlemme” si scopre una Terra Santa d’inizio Novecento in cui gli arabo – cristiani, massimamente dei riti orientali, dai greco – ortodossi, ai copti, ai siro – giacobiti, sono la stragrande maggioranza degli abitanti della regione, come ad essi si associ la presenza di arabo – musulmani e di ridotte e piccole comunità ebraiche. Tutti accomunati da una vita fraterna, dialogante, con molti luoghi di culto in comune, con un sentimento unitario di appartenenza a quel territorio tra il Mediterraneo e il Giordano, con le sue colline, i suoi campi coltivati, i suoi deserti, condiviso e non vissuto in esclusiva da qualche comunità contro le altre, con la possibilità, oggi impossibile per muri di separazione e feroci controlli sionisti lungo il tragitto, di percorrere comodamente a piedi tra gli uliveti e gli agrumeti i sette chilometri che separano Betlemme da Al Quds, ovvero la Santa, Gerusalemme.

Nel secolo trascorso da allora ad oggi i mutamenti sociali, politici, militari, ma anche culturali, demografici, economici e statuali sono stati di tale dirompenza da travolgere, o meglio stravolgere, quella società, allora appena uscita da secoli di tollerante presenza ottomana e incamminatasi dentro il XX secolo a divenire del tutto inaspettatamente il crocevia drammatico di molti conflitti non solo mediorientali, ma anche di più vasta portata.

Due fenomeni devastanti e tragicamente contemporanei aprono la stagione della violenza e del sangue, del disconoscimento della complessa e plurale realtà palestinese, da un lato l’occupazione britannica odiosamente sprezzante delle donne e degli uomini di Palestina e delle loro religioni e culture, iniziata con il mandato coloniale nel 1919 e ufficialmente ratificato l’anno seguente per volontà della Società delle Nazioni, dall’altro l’avvento di un sionismo ben differente da quello del mezzo secolo precedente, che aveva portato all’insediamento di piccoli gruppi di kibbutzim, plurale della parola kibbutz, gruppi comunitari di ebrei locali insieme ad altri provenienti dall’Europa, generalmente di orientamento marxista e socialista, aperti alla cooperazione con le altre comunità della Palestina. Il nuovo sionismo è aggressivo, violento, deciso a “liberare” la Terra Santa da altre presenze, per costruire lo stato del “Grande Israele”, ovvero “Erez Israel”, nei primi fanatici progetti volto ad abbracciare una porzione rilevante del Medioriente, dall’attuale Libano all’intera odierna Giordania. Primo strumento di questa devastante svolta ideologica del sionismo è l’Haganah, ovvero letteralmente “Difesa”, in realtà un gruppo terroristico dedito a spaventare e scacciare dalla loro terra molti arabi, da allora infatti numerosi membri, in particolare delle comunità cristiane palestinesi, iniziano ad abbandonare le loro case e la loro terra, un esodo che ancora oggi prosegue impoverendo drammaticamente la Palestina. Le azioni omicide dell’Haganah si dipanano dal 1920 al 1948, con la costituzione dello stato israeliano i suoi militanti verranno integrati nello Tsahal, ovvero l’esercito sionista. Di questi gruppi hanno fatto parte molti futuri politici israeliani di rilievo, da Yitzhak Rabin, l’uomo degli accordi di Oslo del 1993, ad Ariel Sharon, il criminale co – responsabile della strage di Sabra e Shatila a Beirut nel settembre 1982.

Dopo l’Haganah nel 1931 nasce l’Irgun, “Irgun Tzvai Leumi”, ovvero l’ “Organizzazione Militare Nazionale”, un gruppo di terroristi inventori della destra sionista, con palesi simpatie fascisteggianti, ispirato dall’ucraino di Odessa Vladimir Žabotinskij, gruppo all’origine del successivo partito del Likud e in cui ha militato il futuro primo ministro israeliano Menachem Begin. Ancora peggio, giovani scalmanati e pronti a perpetrare senza esitazione morte e crudeltà escono dall’Irgun per formare nel 1940 la famigerata “Banda Stern”, ufficialmente “Lohamei Herut Israel”, ovvero i “Combattenti per la Libertà d’Israele”, di cui farà parte un altro futuro primo ministro Yitzhak Shamir.

Il solo quadro demografico al termine della Seconda Guerra Mondiale rende per intero i cambiamenti intercorsi in mezzo secolo, nel 1945 gli abitanti della Palestina sono  un milione e ottocentoquarantacinquemila, così suddivisi arabi musulmani, 1.076.780, ovvero il 58%, arabi cristiani 145.060, ovvero solo il 9%, ebrei 608.230, quindi il 33%.

I mesi che trascorrono dalla Vittoria contro il nazifascismo con lo sventolio della bandiera sovietica sul Reichstag di Berlino nel 1945 e la dichiarazione di David Ben Gurion per la nascita il 14 maggio 1948 presso l’insediamento sionista del “Giardino Primavera”, ovvero “Tel Aviv”, fondato da alcuni ebrei nel 1909 in prossimità della città di Jaffa, sarebbero complessi da riepilogare, da un lato una parte della comunità ebraica europea sopravvissuta allo sterminio nazista decide di orientarsi verso un trasferimento in Palestina, dall’altro l’Unione Sovietica supporta questi gruppi in ragione di un loro prevalente orientamento marxista, con l’auspicio che possa nascere una nazione al suo interno plurale e internazionalmente amica del campo socialista in via di formazione nell’Europa Orientale, purtroppo non sarà così.

Per le comunità arabe, cristiane e musulmane, è il tempo della Nakba, ovvero della Catastrofe, i gruppi terroristici sionisti da Jaffa ad Haifa cacciano gli arabi dalle loro case, le occupano, rubano o distruggono i campi coltivati, le colline di aranceti, limoneti e uliveti. Le neonate Nazioni Unite inventano un inaccettabile piano di spartizione della Palestina in due stati, arabo ed israeliano, è la risoluzione 181, ma non avrà mai seguito, non riconosciuta dai palestinesi, mai rispettata dagli israeliani, i quali nel frattempo scatenano una violenza senza precedenti, occupano le città mediterranee e distruggono oltre cinquecento villaggi arabi, trasformando in profughi, diretti in Libano, in Egitto e in Giordania i due terzi dei residenti in Palestina, ben ottocentomila donne e uomini, costretti a vivere in esilio nelle tendopoli predisposte dalle Nazioni Unite.

La risoluzione 194 del dicembre 1948 dell’ONU all’articolo 11 obbliga gli israeliani a consentire il ritorno a casa dei palestinesi, i sionisti non la rispetteranno mai, ancora oggi i palestinesi manifestano con delle grandi chiavi di cartone in Terra Santa e in ogni parte del globo per ricordare il loro diritto al ritorno alle case e alla terra dei padri, allora sancito e da allora rimasto tristemente inapplicato.

A memoria delle migliaia di morti palestinesi, di cui ancora oggi è ignoto il numero preciso, valga il ricordo della strage di Deir Yassin, quando la “Banda Stern” entra nel villaggio il 9 aprile 1948 e uccide impunemente tutte e tutti coloro che trova, donne e bambini compresi.

Con gli anni ‘50 la Giordania prende ad amministrare la Cisgiordania, da Gerusalemme Est a Gerico, da Nablus a Betlemme ed Hebron, l’Egitto la striscia di Gaza, visitata alla fine del decennio anche da Ernesto “Che” Guevara giunto al Cairo dal presidente egiziano Gamal Abd al Nasser, guidando una delegazione cubana nel quadro del Movimento dei Non Allineati.

Proprio l’avvento a metà degli anni ‘50 di Nasser in Egitto, dopo aver chiuso insieme a Muhammad Nagib nel 1953 la miserevole parentesi della monarchia egiziana, una trentennale stagione di neocolonialismo, porta a un radicale cambiamento della storia di tutto il Medioriente. Nasser infatti promette e procede con la nazionalizzazione del canale di Suez. Britannici e francesi ferocemente indispettiti gli muovono guerra, con l’aiuto degli israeliani che abbandonano ogni residua relazione con Mosca, mettendo in campo una radicale scelta per il campo occidentale. Nasser si trova isolato e non più spalleggiato da Washington, chiede aiuto a Josip Broz Tito, presidente della Jugoslavia socialista e questi, mediando con i sovietici, porta il campo socialista al fianco della legittima lotta anti – coloniale egiziana. Avviene così in quell’autunno del 1956 il più clamoroso e repentino ribaltamento di alleanze di tutto il Novecento, da quel momento gli israeliani diventano i massimi difensori degli interessi dell’imperialismo statunitense nella regione e i loro più stretti e conseguenti alleati, dall’altro lato le nazioni arabe, sulla spinta panarabista di Nasser, passano convintamente a fianco del campo sovietico e diventano promotrici e sostenitrici della lotta di Africa, Asia e America Latina contro il colonialismo e l’imperialismo.

In tutti gli anni ‘60 Gamal Abd al-Nasser sarà uno dei grandi protagonisti della lotta di liberazione dei popoli, si pensi al sostegno offerto all’Algeria in guerra contro i colonizzatori francesi, fino alla solidarietà con il Congo di Patrice Lumumba, di cui, dopo il brutale martirio dello statista africano, ospiterà dal 1961 al Cairo i figli e la vedova.

In questo contesto il vescovo di Milano Giovanni Battista Montini, uomo straordinario, diventa pontefice, per molti aspetti il più grande del Novecento, capace nell’enciclica “Populorum Progressio” del marzo 1967 di scrivere parole oggi inarrivabili sul tema della giustizia sociale, contro i profitti del liberismo e per l’uguaglianza e la fraternità di tutta l’umanità. Il cardinale ambrosiano viene eletto come Paolo VI in un conclave, quello del giugno 1963, dai contorni incredibili, l’ultimo in cui la politica tenta di condizionare pesantemente il corso degli eventi, contro Montini si schierano infatti esplicitamente e formalmente il cancelliere tedesco Konrad Adenauer, il dittatore spagnolo Francisco Franco, il presidente della Repubblica italiana Antonio Segni, i quali trasmettono ai cardinali note di totale dissenso nei suoi riguardi, al pari di quelle dirette contro il patriarca armeno – cattolico Krikor Bedros XV Aghagianian, colpevoli entrambi di eccessive aperture verso i marxisti, verso Mosca e verso i sovietici, Aghagianian anche con una sorella Elizabeta Papikova cittadina russa e sostenitrice dello stato sovietico, dunque reputato egli stesso prossimo al Cremlino.

Proprio Paolo VI, a sei mesi dalla sua elezione e nel bel mezzo del Concilio Vaticano II, nei primi giorni di gennaio 1964, lascia il Vaticano per recarsi in Terra Santa, un pellegrinaggio oggi trascurato dagli storici e spesso purtroppo mal riportato nella sua formidabile valenza storico – politica, prima ancora che ecumenico – religiosa.

Paolo VI atterra ad Amman in Giordania, non a Tel Aviv, si reca sul fiume Giordano, a Betlemme e a Gerusalemme Est, qui visita i luoghi santi e pronuncia parole durissime contro l’occupazione israeliana e a favore dei diritti nazionali del popolo palestinese. Solo il 5 gennaio, per recarsi a Nazareth, Cafarnao e Tiberiade, per poche ore prima di tornare la sera stessa nella parte di Gerusalemme sotto controllo giordano, entra nello stato sionista, una nazione che lo Stato del Vaticano allora non riconosceva. A riceverlo alla porta ierosolimitana di Mandelbaum è il presidente israeliano Zalman Shazar, poeta di origini bielorusse, omonimo del fondatore e parte lui stesso del movimento Chabad Lubavitch. A lui Paolo VI si rivolge con l’espressione “gentile signore”, mai userà alcuna formula che riconosca il suo ruolo politico e lo stato che rappresenta. Certamente Paolo VI userà parole mai ascoltate prima, chiedendo perdono per quanto gli ebrei hanno subito nei secoli per colpa della chiesa cattolica e per gli orrori della Seconda Guerra Mondiale, ma proprio Paolo VI con questo esemplare comportamento compie una distinzione netta e non revocabile tra gli ebrei e l’entità statuale sionista, riconoscendo nei primi dei fratelli in Abramo e nella seconda un avversario politico non meritevole di riconoscimento. Il nefasto abbraccio della chiesa cattolica con il sionismo sarà del polacco Wojtyla, tutto iscritto nella lotta antirussa e antisovietica di quel pontificato.

Le immagini dei palestinesi con la kefiah che si assiepano attorno a Paolo VI lungo il suo cammino in Terra Santa restano indelebili e convincono i partiti palestinesi a riunirsi a fine maggio di quello stesso 1964 ad Al Quds – Gerusalemme per fondare l’OLP, l’Organizzazione per la Liberazione della Palestina, dunque concretamente e a tutti gli effetti il viaggio di Paolo VI è stato un fattore di straordinario impulso, di fatto determinante, per spingere all’azione tutto il movimento di resistenza nazionale palestinese.

Gli oltre quattrocento delegati ierosolimitani eleggono Ahmad Shuqayri il 28 maggio 1964 primo presidente dell’OLP, nel 1967 apre nella Belgrado socialista di Tito la prima ambasciata palestinese nel mondo, la tragica guerra dei Sei giorni del giugno 1967 estende a Gaza e alla Cisgiordania l’occupazione sionista sempre più violenta e coloniale, nel 1969 Yasser Arafat diventa presidente dell’OLP, nella sessione plenaria del 1974 tiene alle Nazioni Unite di New York uno dei più straordinari discorsi ascoltati in quell’assise, spiega come per oltre mezzo secolo la violenza sionista abbia negato la vita e la dignità al popolo palestinese e chiude le sue parole con il celebre richiamo: “in una mano ho un fucile per difendere la libertà del mio popolo, nell’altra un ramo d’ulivo, non lasciate che il ramo di ulivo cada dalla mia mano.”

Seguiranno altri anni turbolenti, nel 1988 i palestinesi riconosceranno l’entità statuale israeliana e nel 1993 Arafat sottoscriverà gli accordi di Oslo per la creazione di uno stato nazionale palestinese, i politici sionisti purtroppo faranno naufragare ogni tentativo di convivenza pacifica, la tragedia del popolo palestinese ancora oggi appare lontana dal trovare una soluzione dopo un secolo di sofferenza.

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Il viaggio del Papa ad Istanbul per incontrare Bartolomeo riapre una ferita tra gli Ortodossi https://strategic-culture.su/news/2025/10/14/il-viaggio-del-papa-ad-istanbul-per-incontrare-bartolomeo-riapre-una-ferita-tra-gli-ortodossi/ Tue, 14 Oct 2025 15:31:18 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=888241 Come mai la Chiesa è diventata una delle cause principali del conflitto ucraino?

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Accogliendo l’invito del Capo di Stato e delle autorità ecclesiastiche del Paese – si legge nel comunicato della sala stampa della Santa Sede di pochi giorni fa -, Papa Leone XIV compirà un viaggio apostolico in Turchia dal 27 al 30 novembre prossimo, recandosi in pellegrinaggio a İznik in occasione del 1700° anniversario del Primo Concilio di Nicea. Del viaggio in Turchia Prevost aveva già parlato con il patriarca ecumenico di Costantinopoli, Bartolomeo I (il “caro fratello”), nell’incontro avuto con lui il 19 maggio scorso, all’indomani della Messa d’inizio del suo Pontificato, confermando la volontà di incontrarsi a Nicea per l’anniversario dello storico Concilio che formulò il Simbolo, “la professione di fede in cui i cristiani di ogni confessione si riconoscono”. Una commemorazione a cui Leone XIV ha dichiarato di voler prendere parte, in quanto non si tratta di “un evento del passato”, come lui stesso aveva sottolineato a giugno durante l’udienza ai partecipanti al simposio “Nicea e la Chiesa del terzo millennio: verso l’unità cattolica-ortodossa”, ma di “una bussola che deve continuare a guidarci verso la piena unità visibile di tutti i cristiani”.

Purtroppo, l’annunciata visita papale rischia di far sanguinare ulteriormente la ferita aperta tra gli Ortodossi e di silenziare le numerose questioni in corso tra il Patriarcato di Mosca e quello di Costantinopoli, una fra tutte quella della persecuzione della Chiesa Ortodossa Ucraina.

Riepiloghiamo in breve quanto successo negli ultimi anni.

Nel 1990 la Chiesa russa elevò l’esarcato ucraino a Chiesa Ortodossa Ucraina, autogovernata con diritti di ampia autonomia ma pur sempre sotto la giurisdizione di Mosca. Il suo primate era il metropolita Filaret Denysenko di Kiev e di tutta l’Ucraina; nel 1991, con la dissoluzione dell’URSS, l’Ucraina divenne uno Stato indipendente e la Chiesa ucraina decise di presentare una richiesta formale di autocefalia al Patriarcato di Mosca, che però non la concesse. La Chiesa russa ridusse Filaret allo stato laicale e nel 1997 lo anatemizzò: questa decisione fu accettata da tuti gli altri patriarcati ortodossi.

Nel 2016 il Parlamento ucraino chiese al Patriarcato di Costantinopoli di concedere l’autocefalia alla Chiesa ucraina, richiesta poi reiterata nel 2018 dal Presidente Poroshenko a Bartolomeo I; i primati Maletic e Denysenko, insieme agli altri vescovi della Chiesa Ortodossa Autocefala Ucraina e della Chiesa Ortodossa Ucraina del Patriarcato di Kiev fecero appello al Patriarcato di Costantinopoli perché li facesse entrare nell’ambito canonico. La loro azione è tuttavia da considerarsi anticanonica, in quanto secondo il Pidalion (raccolta di leggi e canoni della Chiesa Ortodossa) non esiste un’autorità superiore al proprio patriarcato cui fare appello: solo un sinodo panortodosso può prendere decisioni su ogni chiesa e patriarcato[1].

Il sinodo del Patriarcato di Costantinopoli accettò l’11 ottobre 2018 nella comunione tutti i vescovi della Chiesa Ortodossa Autocefala Ucraina e della Chiesa Ortodossa Ucraina del Patriarcato di Kiev, effettuando un riconoscimento retroattivo delle ordinazioni fatte durante lo scisma. Il 15 dicembre 2018 Bartolomeo I convocò un sinodo unionista a Kiev, – a cui non partecipò il Metropolita canonico Onufrij della Chiesa Ortodossa Ucraina del Patriarcato di Mosca – propose l’autocefalia della Chiesa Ucraina ed elesse Epifanij Dumenko Metropolita di Kiev e di tutta l’Ucraina, facendovi confluire alcuni vescovi delle diverse Chiese presenti nel Paese. Il 5 gennaio 2019 Bartolomeo I concesse il Tomos di autocefalia alla Chiesa Ortodossa Ucraina. Alcune Chiese hanno perciò riconosciuto la Chiesa ucraina come la quindicesima Chiesa autocefala della Chiesa Ortodossa, mentre altre, tra cui la Chiesa russa, no. Il Patriarcato di Mosca rivendica l’appartenenza dell’Ucraina al suo territorio canonico e riconosce come unico Metropolita degli ucraini Onufrij, non Epifanij, sancendo così la presenza di due metropoliti a Kiev e in tutto il Paese.

Da un punto di vista canonico, perciò, l’Ucraina appartiene al Patriarcato di Mosca e ha diritto all’autocefalia ma nel concedergliela il Patriarcato di Costantinopoli si è comportato in modo molto diverso rispetto ad altri casi. Al sinodo unionista di Kiev del 15 dicembre 2018 hanno partecipato il deposto Filaret Denysenko e i vescovi da lui consacrati, fra cui Epifanij Dumenko; inoltre, sono arrivati dagli Stati Uniti anche vescovi non consacrati canonicamente. In sintesi: il Patriarcato di Costantinopoli non ha convocato un sinodo panortodosso, si considera una corte ecclesiastica superiore a tutti gli altri patriarcati e ha riconosciuto come vescovi ortodossi persone non consacrate validamente e imposte dalla politica di Washington[2].

Il frutto di questa situazione è noto da tempo. L’Ufficio dell’Alto Commissario delle Nazioni Unite per i Diritti Umani (OHCHR) ha lanciato un’accusa decisa contro il Governo ucraino per le azioni repressive nei confronti della Chiesa Ortodossa Ucraina (UOC). Nel rapporto periodico pubblicato a dicembre 2024, l’OHCHR ha evidenziato che il Governo di Kiev non è stato in grado di fornire giustificazioni adeguate di queste misure, che compromettono gravemente la libertà religiosa nel Paese. Nel documento le Nazioni Unite sottolineano che lo scioglimento della Chiesa Ortodossa Ucraina rappresenta una restrizione senza precedenti alla libertà di religione e di culto in Ucraina: “Lo scioglimento di un’organizzazione religiosa è una limitazione severa che incide sulla capacità degli individui di praticare la loro religione o convinzione insieme e mette a rischio la sopravvivenza dell’intera comunità”, si legge nel rapporto. L’OHCHR ha anche ribadito che l’Ucraina non ha dimostrato la necessità e la proporzionalità delle misure adottate contro la UOC.

Più recentemente, sette relatori speciali delle Nazioni Unite sui diritti umani hanno inviato una lettera ufficiale al Governo di Kiev accusandolo di sistematiche violazioni della libertà religiosa della Chiesa Ortodossa Ucraina. In un documento di 15 pagine datato 14 maggio 2025, gli esperti indipendenti delle Nazioni Unite esprimono “serie preoccupazioni” in merito alla persecuzione del clero, dei fedeli della Chiesa Ortodossa Ucraina, nonché dei giornalisti e degli attivisti per i diritti umani che li difendono. I relatori sostengono che le autorità ucraine stiano conducendo una “campagna sistematica per smantellare” la Chiesa Ortodossa Ucraina, che include: chiusure forzate di parrocchie; arresti di membri del clero; sequestri di chiese; persecuzione dei difensori; violazione degli obblighi internazionali dell’Ucraina. I relatori sono particolarmente preoccupati per la “natura globale” delle pratiche contro la Chiesa Ortodossa Ucraina, che suggerisce una “campagna sistematica per smantellare o riorientare forzatamente la vita religiosa” delle comunità della Chiesa. Gli esperti delle Nazioni Unite hanno invitato le autorità ucraine ad “adottare tutte le misure temporanee necessarie per porre fine alle presunte violazioni e impedirne il ripetersi” e a “garantire la responsabilità di chiunque ne sia colpevole”.

Tale situazione è stata facilitata dalla complicità del Patriarcato di Costantinopoli che ha spesso avallato dei veri e propri scismi all’interno del mondo ortodosso; lo stesso Donald Trump sta attivamente spingendo nella stessa direzione in funzione antirussa.

[1] E. Kapsaliotis – G. Karalis – P. Kareotis – V. Touloumtsis, Ecclesiologia ortodossa e scisma in Ucraina, Theosis Editrice, Rosignano Marittimo (LI), 2025, p. 19.

[2] Georgios Karalis, op. cit., p. 23.

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Pope Leo must either stand up for persecuted Catholics, Orthodox Christians, Alawites, Armenians and Mandaeans or abdicate https://strategic-culture.su/news/2025/10/06/pope-leo-must-either-stand-up-for-persecuted-catholics-orthodox-christians-alawites-armenians-and-mandaeans-or-abdicate/ Mon, 06 Oct 2025 10:00:14 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=888096 Pope Leo has been a fool to buy into NATO’s galaxy of lies or to even pay them any attention, as that just lends them credibility, Declan Hayes writes.

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First NATO came for the Arab Christians. And the Pope did not speak out because he is not an Arab. Then they came for the Russian Christians. And he did not speak out because he is not Russian. Then they came for the Armenian Christians. And he did not speak out because he is not Armenian. Then they came for the French Christians. And he did not speak out because nobody bothered listening to him anymore.

The wonderful Hélène de Lauzun’s recent article (here and here) on France’s persecution of the wonderful SOS Chrétiens d’Orient should anger Pope Leo as much as it angers me, and all of the Christian and non-Christian Syrians I surreptitiously remain in contact with. Not only did I briefly meet Benjamin Blanchard, SOS’s Director General, when he addressed packed (and encouragingly very well informed) meetings in the south east of Ireland, but I have met their volunteers literally doing God’s work in Damascus, the Valley of the Christians and Maaloula. If ever there was a group batting for Team Jesus, it is SOS Chrétiens d’Orient and their heroic efforts helping the Christians of the Biblical lands will be long remembered long after the sniveling curs persecuting them are long gone and long forgotten. SOS’s basic business plan was to bring planes full of young French Catholics to the Biblical lands and use the accruing profits to rebuild what the French Secret Service had helped ISIS to destroy. If ever there was a modern French group who could fill the shoes of Joan of Arc or Charles De Gaulle’s family, that group is SOS Chrétiens d’Orient. And if ever there was a modern French group Pope Leo should bat for, that group is SOS Chrétiens d’Orient.

Nor is that just rhetoric as Gwenn-Aël Bolloré and his first cousin, Marc Thubé, were part of the Commando Kieffer, the only French battalion to take part in the Normandy D Day landings, and billionaire Vincent Bolloré, the current head of the younger branch of that august family, is the son of Michel Bolloré, a leading member of the French Resistance, and his maternal grandmother, Nicole Goldschmidt, was a leading member of Charles de Gaulle’s Free French secret service inner circle in London. As Vincent Bolloré is France’s 14th richest person, Macron’s attack on SOS is a continuation of the efforts of the Gestapo to break families like the de Gaulles and the Bollorés and will hopefully just be as unsuccessful, because they have proved, time and again, they are made of sterner stuff than these modern day reincarnations of les femmes tondues.

Although the trumped up charges SOS Chrétiens d’Orient faces at the hands of those curs are ludicrous, those being waged against the Armenian Church are equally vile because, in attacking the Armenian Church and jailing its prelates, the CIA stooges controlling Yerevan are attacking the core of what it means to be not only Armenian but Christian as well, the Armenian (and Ethiopian) Church having being pivotal to the early growth and global consolidation of Christianity.

But great and valiant though the Armenian Church is, the attacks it is now enduring are part of NATO’s much bigger play against the Russian Church and all things Russian and, dare we say it, Serbian as well. Because countries like Serbia and Russia have been Orthodox ab ovo and because they have bitter memories of past Catholic interference in their affairs, the Vatican should not have joined West Germany’s stampede to recognise Croatia and thereby plunge Yugoslavia into its ongoing bloodbath. Further, when Russia was on the ropes prior to the rise of Putin, the Catholic Church should not have joined in NATO’s feeding frenzy against her and the Pope should take all that into account, and consider packing his toothbrush for a visit to Moscow and onwards to Pyongyang and Beijing, where he should get Putin to help him cut quid pro quo business deals between Catholic ASEAN universities and Putin’s Beijing and Pyongyang buddies, as neither China nor North Korea are quite ready to fully embrace Catholicism just yet.

Prior to that, there would have to be some serious explaining of recent wrongs done. These would include explaining why Zelensky and his MI6 handler were given the run of the Vatican and why the Vatican will not rein in the Ukrainian Greek Catholic Church, which is as silent as is the Pope on the unconscionable treatment Orthodox Christians and Orthodox holy sites are getting from the Kiev junta’s thugs.

And then there is the not inconsequential matter of Crimea, which former British Defence Minister Ben Wallace has insisted must be blasted off the face of the earth. That is Adolf Hitler talk and Pope Leo should clarify, in baby English so we can all understand, whether he agrees with the rabid Wallace or whether he believes Crimeans have the right to life, liberty and all the rest of the normal stuff tubby two shoes like Wallace take for granted in their own privileged lives.

It is a hell of a stretch for British prelate (and MI6 agent?) Paul Richard Gallagher to be prattling on at the UN about the persecutions the Christian Churches are facing when the Pope is so guilty of so many sins of omission and commission in that regard himself. Even leaving the wonderful SOS Chrétiens d’Orient to one side, let’s listen to Gaza’s parish priest who tells us that his parishioners are enduring hell on earth, just like his predecessor, Fr Manuel Musallam, told me they did during Operation Cast Lead when I interviewed him in Ramallah. Let’s recall today’s persecuted Christians of nearby Taybeh, as well as the gallant French nuns who minister there and in the orphanage in Bethlehem and consider this excellent Al Mayadeen summary of how the Israelis have systematically cleansed Palestine of Christians. I doubt there is a war crime the Israelis and their Syrian proxies have not committed against the Palestinians, Lebanese and Syrians and, God knows, I have seen my share as, more so, have all of those I met there.

But not the baseball fan in the Vatican, who thinks Trump’s Gazan plan is the greatest thing since sliced Holy Communion wafers (or should that be sliced priests’ necks?) Resist not evil, my arse. Although the Russians have Dostoevsky and the Yiddish speakers have Isaac Singer, we Irish were never particularly adept at either theoretical or applied theology and that probably explains why those of us worth our salt never bought into the the Anglo-Dutch smears of España profunda and España negra or the most recent, recycled schoolboy smears of Sam Harris and his fellow Poundland Zionist propagandists.

If Pope Leo, as Christ’s Vicar on Earth, cares to consult his penny catechism, he’ll see his job description comes with a very specific mission statement, which excludes being a doormat for Zelensky and Trump, or a red rag to get Russia to respond in appropriate deeds to Wallace’s inappropriate words.

Not that my proposed course of action would win Pope Leo any friends amongst NATO’s certifiable sociopaths if the EU’s recent actions in sanctioning its MEPs for talking to their Russian counterparts is our metric. Extend even a virtual olive branch to Russia and expect von der Leyen, Wallace and Europe’s other rabid curs to be snapping at your heels.

Pope Leo has been a fool to buy into NATO’s galaxy of lies or to even pay them any attention, as that just lends them credibility. He must drive NATO’s vipers from the Vatican and break bread with the Russians and Armenians as a first step to putting his Church back on course. Time spent drooling over the new Anglican Archbishop of Canterbury and her souper husband or with the mad as a march hare Polish President who communes with the dead, is time wasted. He should solidify his bases in the Hispanosphere and in the Lusophone world and go about building sustainable connections via Moscow, all while not exchanging NATO’s shackles for those of any other temporal power.He should, in short, grow a pair, just like the Apostles did at Pentecost.

That is not so much a roadmap to Rome’s Reconquista as a roadmap to creating a new world, where the Third Rome and, hopefully the Second Rome as well, help to carry humanity’s common cross that currently cuts deepest on the Christians of the Levant, of Armenia, of Western Russia and now once again of France, Rome’s eldest and ever besieged daughter. If any of that is too much to ask, there is always baseball in Chicago or the highlands of Peru, but not Venezuela, as that would risk him being droned to death, along with God only knows how many other unsung unfortunates, by the trigger happy anti Christ currently skulking in the White House.

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Meeting di Rimini, Meloni senza meloni https://strategic-culture.su/news/2025/08/31/meeting-di-rimini-meloni-senza-meloni/ Sun, 31 Aug 2025 11:30:51 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=887412 Il discorso di Giorgia Meloni è stato caratterizzato dall’ottimismo, ma c’è motivo di essere così ottimisti?

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Anche quest’anno si è ripetuto l’inutile Meeting di Rimini, organizzato da Comunione e Liberazione, una delle frange più liberal-progressiste della Chiesa Cattolica Romana.

L’evento, come noto, è una cloaca dei peggiori nomi dell’Occidente collettivo, una vetrina di pessimo gusto che ha il merito di stilare un elenco degli intellettuali inutili (parafrasando Gramsci) che ottenebrano il panorama italiano ed europeo.

Ciliegina sulla torta di quest’anno è stata lei, la donna di nome Giorgia, madre, cristiana. La Presidente del Consiglio dei Ministri che batte un colpo al cerchio e un colpo alla botte, a seconda di quale padrone le mette il pizzino nella tasca del grembiule da cameriera dell’Alleanza dell’Atlantico.

La Signora Presidente quest’anno ha avuto addirittura l’ardire di parlare di… Gaza.

Dopo due anni di complice appoggio a Israele, osannato come “l’unica democrazia del Medioriente” mentre massacra esseri umani indistintamente e facendone sfoggio e vanto al mondo intero, per farsi bella sul tema di Gaza, la bionda della Garbatella che occupa palazzo Chigi ha pensato di piangere lacrime di coccodrillo per i bambini massacrati dalla furia sionista, evidentemente dimentica degli accordi strategici con Israele, delle kippah indossate dai politici della sua coalizione – e non solo – in parlamento e del silenzio omertoso e colpevole tenuto nel corso di tutto questo tempo. In compenso si è ricordata di proclamarsi cattolica ed ha ben pensato di sfruttare l’occasione, come si addice ai politici nostrani, sempre pii e devoti quando serve.

Di fantasie Meloni ne ha proclamate parecchie.

Sulle vicende internazionali, la Presidente ha sostenuto che grazie a lei “L’Italia si è riappropriata del posto che le spetta nel mondo, non è più considerata il malato d’Europa”. Non è chiaro se intendesse il posto nello studio ovale di Trump dove ha preso una batosta epocale, o se intendesse il posto al cimitero degli Stati europei. In ambo i casi, la fine non è decisamente una ragione di vanto di cui parlare.

“La mia missione è fare in modo che l’Italia si riappropri del posto che le spetta, che merita, nel mondo: forte, fiera schietta, leale, in una parola autorevole. Oggi sono fiera che l’Italia venga vista così a livello internazionale che non venga più considerata la grande malata d’Europa ma addirittura un modello di stabilità di serietà di governo, che gli investitori internazionali ci considerino una Nazione sicura tanto che ormai i tassi di interesse che paghiamo sul nostro debito sono in linea con quelli che si pagano in una nazione come la Francia”. Non sappiamo se fosse una battuta o meno, ma lo ha detto davvero.

“Rivendichiamo il ruolo pragmatico propositivo dell’Italia sullo scacchiere internazionale e in seno all’Unione Europea. Unione Europea che sembra sempre più condannata all’irrilevanza geopolitica, incapace di rispondere efficacemente alle sfide di competitività poste dalla Cina dagli Stati Uniti, come ha giustamente rilevato Mario Draghi qualche giorno fa da questo palco”. Citando uno dei suoi padrini – il che è tutto un dire – è stata eccellente nel tirar fuori la coda di paglia, perché la signora in tre anni è stata capace di confermare la condanna a morte dell’Italia all’interno del dominio anglo-americano, dell’euro e delle scellerate scelte geopolitiche.

E, infatti, per rincarare la dose ha aggiunto “Finalmente dopo tre anni e mezzo in cui la Russia non ha dato alcun segnale di dialogo, in cui pretendeva banalmente la capitolazione di Kiev, si sono aperti spiragli per un percorso negoziale, spiragli che sono stati resi possibili grazie a un’iniziativa certo del Presidente degli Stati Uniti, ma ancora di più grazie all’eroica resistenza del popolo ucraino e al compatto sostegno che l’Occidente, l’Europa e l’Italia hanno garantito, nonostante un’opinione pubblica non sempre convinta”. La signora o ci è, o ci fa. Oppure nessuna delle due. Non è chiaro, chiederemo ad una commissione parlamentare di esperti.

Dopo aver invocato il famigerato Articolo 5 del Trattato dell’Atlantico, ormai cavallo di battaglia della destra italiana da decenni, ha detto che “In questa opportunità di dialogo verso una pace giusta dobbiamo credere fortemente, portando il nostro contributo di idee, di proposte.  L’Italia ha sempre sostenuto che la chiave di volta per una soluzione di pace fosse l’attivazione di robuste garanzie di sicurezza per l’Ucraina, capaci di prevenire nuove aggressioni. Questo è il punto di partenza, il presupposto stabilito a Washington”. Dopo aver siglato accordi di forniture militari per 10 anni con Kiev, era logico che non sputasse nel gustoso piatto in cui mangia, così come era scontato che non rinnegasse la patologica retorica del bipensiero guerra-uguale-pace.

Come ha notato il prof. Daniele Trabucco, illustre costituzionalista italiano, «Solo una semplice osservazione relativa ad un passaggio concernente l’Unione Europea. Meloni, aderendo a quanto sostenuto giorni fa da Mario Draghi, ha dipinto l’ordinamento comunitario come “irrilevante geopoliticamente”. E su questo non si puó non concordare. Tuttavia, c’è qualcosa che non torna in quanto dichiarato: l’Italia chiede meccanismi di difesa europea per l’Ucraina sulla falsariga dell’art. 5 del Trattato dell’Alleanza Atlantica del Nord del 1949 (che, ad oggi, restano fumosi), chiede politiche migratorie coordinate etc., eppure denuncia la marginalità globale di Bruxelles. A questo punto: o l’Italia, che partecipa al Consiglio europeo, al Consiglio dei Ministri dell’Unione Europea ed ha una sua rappresentanza al Parlamento e contribuisce alle scelte, è parte di questa irrilevanza, oppure ne è corresponsabile. Il discorso ovviamente evita questa dialettica e scarica sull’astrazione “Europa” responsabilità che sono anche (non solo) dell’azione italiana. Si tratta di una strategia politica voluta, che deresponsabilizza il Governo nazionale e gli permette di presentarsi come vittima di un contesto, anziché come attore con possibilità di incidere».

Poi ecco le parole sul genocidio in Palestina: “Non abbiamo esitato un solo minuto a sostenere il diritto all’autodifesa di Israele dopo l’orrore del 7 ottobre ma allo stesso tempo non possiamo tacere ora di fronte a una reazione che è andata oltre il principio di proporzionalità mietendo troppe vittime innocenti arrivando a coinvolgere anche le comunità cristiane”. A ciò ha aggiunto qualche frase di cortesia, mescolando la richiesta di liberazione di ostaggi da parte di Hamas e una auto-incensazione per aver accolto in Italia qualche bambino palestinese.

Facile lavarsi la coscienza così, Giorgia, no?

Abbiamo un Governo che sostiene il massacro di migliaia di persone. In un mondo normale, questa gente verrebbe processata per collaborazionismo a crimini contro l’umanità. Nel mondo in cui ci troviamo, questa gente viene invitata in pompa magna a parlare da Santa Romana Chiesa.

Ad ognuno il suo crocifisso.

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Vatican dispatch: Leo’s curial conundrums https://strategic-culture.su/news/2025/07/19/vatican-dispatch-leo-curial-conundrums/ Sat, 19 Jul 2025 16:00:52 +0000 https://strategic-culture.su/?post_type=article&p=886577 By Gript COLUMN

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During his vacation in Castel Gandolfo, Pope Leo XIV is not allowing himself true rest. Within the walls of the papal residence, the American Pontiff is reviewing—among other things—a series of strategic dossiers concerning the leadership of the Roman Curia.

These are sensitive documents, touching on names, roles, and trajectories of continuity or rupture with the recent past. In particular, crucial decisions appear to be taking shape regarding the confirmation or replacement of key figures within the Secretariat of State—choices that will influence not only the internal balance of the Curia, but also the future direction of Vatican geopolitics.

When discussing geopolitics within the Catholic Church, it is important to distinguish three distinct dimensions, which nonetheless fall under the same label. First and foremost, there is Catholic geopolitics understood as a discipline—that is, a body of theoretical knowledge rooted in the doctrine of the Roman Catholic Church and independent of historical contingencies. Within this discipline, various schools of thought exist, shaped by historical and theological currents that influence its framework and priorities.

Secondly, there is the geopolitics of individual Popes. Upon election, each pontiff inherits the geopolitical legacy of his predecessor—a set of challenges, opportunities, and unresolved issues. In turn, every Pope leaves a distinct personal mark on the Vatican’s geopolitical choices. This is shaped by various factors, such as his nationality and the degree of alignment with his country of origin (or its broader geopolitical bloc).

Finally, there is geopolitics understood as a diplomatic doctrine carried out by the Curia, and more specifically by the Secretariat of State. In fact, one could say that, at least since the reign of Paul VI (though to a good extent even earlier), the Vatican Secretary of State has consistently pursued a political-diplomatic agenda that often runs parallel to—and independently from, though not necessarily in opposition to—the will of the reigning Pontiff. Beginning with Jean-Marie Villot (in office from 1969 to 1979), a nearly uninterrupted continuity has developed in Vatican diplomatic strategy, whose most prominent representatives are Agostino Casaroli and Achille Silvestrini.

This “parallel regency” effectively exists within the Church, even though it is systematically denied—rightfully from a legal standpoint, and strategically from an institutional communication perspective. It was likely interrupted or significantly scaled back only during the pontificates of Benedict XVI and Francis, albeit for very different reasons. During Benedict XVI’s years, the leadership of Angelo Sodano (1991–2006) and especially Tarcisio Bertone (2006–2013) marked Ratzinger’s ultimately unsuccessful attempt to shift Vatican diplomacy from a multilateral approach to a more “isolationist” one, focused on internal Church dynamics and issues. Notably, Bertone did not come from the diplomatic corps, but from the Congregation for the Doctrine of the Faith. This attempted paradigm shift, unsurprisingly, led to numerous problems and internal clashes within the Curia, culminating in Benedict XVI’s resignation from the ministry of Bishop of Rome in February 2013 and the gradual restoration of diplomacy rooted in Casaroli’s tradition.

Following the papal election of Bergoglio, Silvestrini—his influential, albeit external, “popemaker”—recommended Parolin as Bertone’s successor. As is well known, however, the Argentine Pope sought to reassert much more direct control over curial affairs, a move that generated widespread discontent not only among his critics but also among some of his early supporters. In certain cases, this even led to significant economic complications. According to various internal sources, Cardinal Pietro Parolin himself (also shaped by the Casaroli-style diplomatic tradition) has at times expressed frustration over the limited freedom of action granted by Bergoglio to the Secretariat’s operations. In the final years of his pontificate, Francis increasingly favored the “parallel” diplomatic path promoted by the Community of Sant’Egidio, likely considering it more manageable than the traditional curial structures.

With the election of Leo XIV in 2025, there was an immediate return to the order made by Paul VI. This was due in large part to his unfamiliarity with the curial environment and limited experience in Rome—let’s not forget that Prevost had been made a cardinal by Francis and appointed to lead one of the Curia’s most strategic dicasteries only two years earlier his election.

Pope Leo relies heavily on the support of curial officials. This is likely one of the most dangerous and double-edged tools at his disposal: while his trust and esteem for the Roman Curia—not only for the prefects but for all those working within the dicasteries—has sparked a wave of enthusiasm and reciprocal affection, it also empowers those curials who seek greater freedom to operate “behind the scenes,” without the Pope being fully aware of the processes they set in motion. This also explains why Pietro Parolin, who had hoped to be elected pope in May 2025, chose—while the conclave was still underway—to redirect his faction’s votes toward the American candidate. He knew well that serving as Secretary of State under Prevost would be far more ‘manageable’ for reforming the Catholic Church than doing so under Bergoglio or as pope himself. And indeed, that has been the case from the very beginning.

Pope Leo XIV confirmed Parolin’s hopes when he uttered a particularly significant phrase—one that, in truth, sparked considerable enthusiasm even within the more traditionalist circles of the Catholic world: “Popes pass, the Curia remains. […] The Curia is the institution that preserves and transmits the historical memory of a Church, of the ministry of its bishops. This is very important. Memory is an essential element in a living organism. It is not only directed to the past, but nourishes the present and guides the future. Without memory, the path is lost, it loses its sense of direction.” (May 24, 2025).

Pope Leo XIV now intends to give fresh momentum to the Secretariat of State, restoring it to its former effectiveness. Among the dossiers he is carefully reviewing during his vacation in Castel Gandolfo, the one concerning the Secretariat stands out. According to some observers, one of Pope Prevost’s priorities is the confirmation of Parolin as Secretary of State (at least until 2030, when the cardinal from Vicenza will turn 75), and of Paul Richard Gallagher as Secretary for Relations with States, alongside the replacement of Edgar Peña Parra, Parolin’s current deputy. The Venezuelan archbishop is reportedly implicated in the real estate operation involving the building on Sloane Avenue in London, which was at the center of an investigation that led to the first-degree conviction by the Vatican Tribunal of his direct predecessor, Cardinal Angelo Becciu—a figure more closely aligned with the Benedict-style diplomatic school.

According to other observers, however, Pietro Parolin could be replaced by Archbishop Gabriele Giordano Caccia, the Permanent Observer of the Holy See to the United Nations and likewise a representative of the Casaroli-style diplomatic school. Therefore, Caccia’s potential appointment as Secretary of State should not be interpreted as sidelining Parolin, who would continue to influence diplomatic decisions from behind the scenes, in the role of a “grey eminence.”

In the coming months, the decisions Leo XIV will make regarding curial appointments and confirmations will shape not only the internal balance of power within the Vatican, but also the overall direction of his international agenda. A potential choice to rely on seasoned figures rooted in the Vatican’s diplomatic tradition—such as Parolin and Gallagher—signals a desire to consolidate a cautious and multilateral approach. However, this path carries a risk: that the curial apparatus may once again exert an autonomous and pervasive influence, one that even the occupant of the Chair of Peter may struggle to control. Ultimately, what’s at stake is not only the internal stability of the Curia, but the Vatican’s ability to play a credible and coherent role on the global geopolitical chessboard.

Original article: gript.ie

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